4.4.14

Querido diário,

ontem, no fim do jantar, declarei o meu amor à Dominique: je t'aime. Porquê? Bom, o prato principal foi um salteado de legumes (nabo de aipo, curgete, cenoura e cebolas de primavera, tudo ralado) com curcuma, caldo de peixe e natas inteiras. A isto ela juntou vieiras salteadas em óleo de colza e manteiga, camarões também salteados, e umas postas de bacalhau fresco que foram passadas em farinha e cozinhadas no óleo. Um bocado de salsa picada por cima disto e foi-nos servido com basmati. Para beber, hmmm, foi um champanhe doce não sei de onde, muito frutado, e depois um tinto maduro. Sim, não faz muito sentido, mas ninguém se queixou.
Com ela também descobri o meu amor pelo queijo Comte, aparentemente o primo francês do gruyère suíço. Quero encontrar o Comte mais vezes na minha vida. Isso e patés.
Para sobremesa, ela serviu-nos gelado de baunilha com uma mini bola de berlim recheada com creme de frutos vermelhos e, para melhorar tudo, verteu um copinho de Cointreau (licor de laranja). Céu.

Hoje mimei a Carmo com um risotto diferente, de pancetta (que ésemelhante ao vulgo bacon mas não fumado e menos salgado, é apenas carne curada. Em Portugal podes escapar-te com o bacon, simplesmente escaldando fatias finas do mesmo por uns minutinhos. Vais tirar-lhe o sal e o sabor fumado tão acentuado).  É este aqui. Segui o conselho e reduzi balsâmico mais baratuxo. Não acompanhei com Pinot Noir mas sim com uma cerveja de mirtilos. Ela bebeu vinho branco.

Ah!, e comprei mostardas exóticas! Uma doce (não tão exótica), outra de Borgonha e outra de flor de avelã e Bourbon de baunilha.

E o queijo de Comte (que é um foto tão bonita):


No comments: