8.11.13

Ontem foi o dia em que apanhei o avião para visitar a Carmo (a minha mãe).

Fui de táxi até ao aeroporto (desculpando-me com a greve dos transportes) com o taxista mais bem falante de que me recordo. Coisas a salientar durante a conversa (que puxava para o monólogo): há uma inegável simbiose entre o carro e o condutor (tive até direito à demonstração de como conseguiríamos fazer toda a viagem sem trocar de mudança tal era a compreensão que o senhor tinha pelo seu carro), e que os seres humanos são maravilhosos nas suas diferenças.

À chegada à Suíça, corri aeroporto fora para conseguir apanhar o comboio das 16h36. Dei conta que o meu cartão SIM suíço estava bloqueado, não tinha como avisar a pobre da Carmo de que tinha aterrado bem e que já ia a caminho. Tive sorte de ir na 1º classe do comboio (por engano) e de ter encontrado um senhor executivo, que comia um enorme pacote de Pringles, simpático o suficiente para deixar-me ligar à Carmo a partir do seu iPhone. A parte boa da Suíça é que toda a gente fala inglês e, de facto, alguns sentem-se confortáveis a arriscar uma ou duas piadas. Tomemos como exemplo o senhor que serve comida no comboio: "Hi! Where's the minibar? -I am the minibar, Miss!"

Perto da 19h, cheguei à terrinha da Mãe e fui recebida com a minha tablete de chocolate favorita, uma caixa de bonbons e frango assado no forno. Naturalmente, tive uma overdose de chocolate (da qual sei que irei recuperar num piscar de olhos) e muitos mimos. Hoje foi então a minha vez de recompensar a Carmo com peixinho para o almoço:

Numa frigideira, cebola cortada às rodelas finas, dois a três dentes de alho picados e uma pontinha de azeite. Deixei amolecer a cebola até torrar um pouco e aí deitei duas colheres de sopa de água para lavar o fundo da frigideira e parar o estrugido. Fatiei grosseiramente dois tomates maduros, juntei uma colher de sopa de alcaparras (com um pouco do seu suco avinagrado) e uma mão cheia de azeitonas, tudo para a frigideira. No meio desta salguinhada, pus 3 lombinhos de pescadas e verti sobre eles meio copo de vinho branco. Temperei com sal, pimenta, tomilho seco, alho em pó e salsa (fui bastante generosa). Coloquei o testo e deixei cozer em brando durante 15 minutos e nos últimos trÊsretirei o testo e deixei evaporar a água.
Acompanhei com o feijão verde daqui (que é tão fofinho), cozido em água e sal e escorrido, e temperado com um fiozinho de azeite, sal, alho em pó, pimenta e umas gotas de vinagre. A isto tudo, um cantinho de pão de ontem para molhar no molho do peixinho.

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