22.4.18

telegrama das receitas

É primavera e é esperado deixar para trás o arroz e as batatas e o conforto destas coisas. 75% das vezes, é impossível mas fiz um esforço por isso e cozinhei esta saladita com grão-de-bico e beringela. Alterei o tempero e pus cominhos e um nadinha de sumac. As amêndoas foram tostadas num pouco de manteiga, e comi com queijo fresco porque sim. Olhem, estava uma maravilha! E é fácil

Também fiz o meu primeiro bacalhau à gomes de sá (SIM!). Eu não tenho segredos para isto, foi só o Google que me ensinou. O que aconteceu por mero acaso e eu adorei foi o alho crocante! Tentem, não é nada mau.

Numa tarde de sábado, querendo ser muito fina e comer espargos, estreei-me no hollandaise. Como é óbvio, num sábado à tarde, fui preguiçosa e deitei a manteiga de uma vez só. Erro crasso, e não funcionou! Ai Matilde...Três gemas tão fofinhas que foram para o lixo.É claro que à segunda vez, dediquei-me e cuidei daquele tachinho em banho maria e o hollandaise ficou lindo. Mas, com estas baltrocas, esqueci-me dos espargos no forno. Metade foi à vida. O que vale foi o molho a dobrar.

Esta semana tive um aniversário, cozinhei wontons, e usei a receita da Jane. Era algo que estava na lista há muito tempo, e confesso que é bem divertido estar a fazê-los um a um. Foi um sucesso! E nesse mesmo jantar fiz uma bela pavlova com curd de maracujá e framboesas frescas, cortesia da Nigella. A mais linda que também escreveu isto.

Estreei-me também nas saladas de pepino esmagado, sim, esmagado. E confesso que o processo foi algo confuso, mas vale a pena!

Um curd sem manteiga para momentos asfixiantes em que não há manteiga em casa. E funciona!!

Fiz massa fresca pela primeira vez, caguei a cozinha toda mas foi muito engraçado. Muito a melhorar mas nada mau para uma primeira tentativa. Para a massa cozida que sobrou, passá-la na frigideira com azeite, upa upa. Cantinhos crocantes...

E uma massa para o desenrasca: com grão-de-bico, tomate e muita azeitona.

2.4.18

Sendo anfitriã

Como celebração e/ou agradecimento, não é raro convidar amigos a jantar. Nas últimas semanas, tive dois desses jantares, e pelas duas vezes cozinhei frango. Isto é agora um evento raro, o de cozinhar frango, ou qualquer outra carne. Acho que com a idade me tornei mais consciente da origem daquilo que como.
Bom, vamos lá falar de cozinhar: estou adepta do método pan-fried. Primeiro, tirar a gordurita excessiva dos frangos, secá-los e temperá-los com sal grosso e pimenta moída na hora. O segredo é o frango estar bem seco! Numa panela de fundo espesso, azeite e manteiga bem quentes, frango com a pele voltada para baixo. Vai ser uma fumarada e cheiro intensos na cozinha, por isso, façam uso do exaustor. Ao fim de 5 a 6 minutos, a pele do frango estará dourada e estaladiça. É agora o momento de o virar e deixá-lo mais um bocado a tostar na face oposta. De seguida, levar a frigideira/tacho ao forno a 200ºC por mais uns 20 minutos até ao momento em que ao espetar a ponta da faca perto do osso, não correm sucos vermelhos. Aí, está pronto para ir para a mesa! Só para relembrar, o método aprendi aqui.
Já servi este frango com puré de bata e cenoura, e também com arroz de tomate daqui. Pequenas variações: usar tomate enlatado (só em momentos de emergência) e usar pasta de pimento no refogado. Finalizar com sumo de limão em vez do vinagre. Uso sempre carolino Bom Sucesso, bem lavadinho e escorrido. Ensinaram-me, recentemente, que posso usar tomate coração de boi congelado na época, praí uns seis tomates, num bom refogado que fica a apurar 10 a 15 minutos, e só depois adiciono o arroz com quatro medidas de água!

Bem, fiz também:
Massa com camarões, parmesão e limão;
Soba noodles com molhenga e ovos cozidos;
Salada de couve (roxa e napa) com molho tahini (usei pasta de sésamo, e noutra vez só as sementes, prefiro com a pasta!);
Batatas assadas com maionese;
Salada de massa com pesto de abacate, brócolos e salsa, e morangos (não encontrei manjericão);
Salada de lentilhas com limão do Kinfolk Table;
Bolo de avelã, chocolate e café;
Bolo de banana como é habitual.

E deixo aqui esta bela leitura sobre comer e regras e parvoíces.




28.2.18

Olá de novo malta,

vejam lá quem anda a aparecer aqui bem mais que o costume!
Hoje trago-vos o meu amor e admiração pela Ruby Tandoh, uma moça com três livros no cartório, a tenção à comida, e enorme sensibilidade. A Ruby proclama também o seu amor pela namorada, Leah, o que me deixa ainda mais fã dela. Quem me conhece sabe que ouço diariamente podcasts, geralmente sobre i) sentimentos, ii) fotografia, iii) comida. Além do meu enorme favorito "Modern Love" e "Magic Hour" (aficionados de fotografia, este é para vocês), descobri um novo da Dolly Alderton. Um dos episódios é uma conversa com a Ruby. Procurem e desfrutem.

Bem, quanto à Ruby, fiz um bolico dela. Ela escreve para o the Guardian, tal como a Rachel Roddy e o Nigel. O bolico é este aqui. Infelizmente, e ao contrário dos meus anfitriões e da minha senhora, eu não adorei. Pouco doce, a meu ver.

No campo dos salgados, fiz uma massita com pangritatta e ovo frito e rúcula, um molho de ricotta e pecorino. Fiz também uma salada de batata, bróculos e ovos, tudo cozido, bem crocante. Comi tudo! Temperei com azeite e vinagre e uma mostarda linda que trouxe da Suíça, com qualquer coisa de alho. Já andei aqui a ver no Google mas não encontro.

Voltando às leituras, ando também a ler um livro da Elizabeth David, grande senhora inglesa. Chama-se "Is there a nutmeg in the house?" e foi-me oferecido pela Joana Valente, uma grande amiga dedicada ao pão e às matérias da comida. Neste livro, estão uma série de artigos escritos pela Elizabeth, que são ricos na subtileza e elegância que ela junta à comida. Um belíssimo trabalho de investigação e amor. Um dos meus favoritos era sobre a batata, como esta veio dos Andes e chegou à Europa, como se dissipou na Irlanda, como a Espanha se tornou uma enorme exportadora de batata, a confusão que em tempos era feita entre batata e trufas (!) e ainda como a batata chegou a ser considerada afrodisíaca. Leiam, leiam.

Outra coisa de comida é a série Ugly Delicious do David Chang, linda também, cheia de gente que ama a comida e que faz dela o centro da vida. A M. tem também adorado.

Bom, por fim, duas receitas a experimentar:
Curry Coconut Noodle Soup
Kimchi FRied Rice + Spam + Soy-Cured Egg Yolk

11.2.18

Papinha da semana

Como estou nas lonas, voltei em grande à cozinha. Tem sido uma maravilha, e estou muito satisfeita com os resultados. Ora então, vamos lá apontar receitas.

A M. queria um prato com leite de côco e limão, e eu não queria caril. Vai daí, e com o nosso amigo Google, fizemos uma massita com salmão e leite de côco, amendoins e piri piri. Inesperado, mas muito bom! Usem, por favor, boa esparguete. Aconselho sempre barilla. E, por favor, não cozam demasiado a massa, nem o salmão malta! Queremos lasquinhas rosadas e apetitosas.

Outra massita, mas desta vez do caro Nigel, e com grão de bico. E esta, hein? Também achei maravilhosa e foi difícil resistir a um terceiro prato, pois claro. Picante e também com tomate.

Mais coisinhas... Ah!, fiz uma tortilha! Palmas para mim por não me queimar ao virá-la. Usei esta receita de uma tortilla jugosa. Adorei! E, já agora, aqui deixo um artigo sobre que tipo de batatas comprar para o prato.

Tenho feito panquecas volta e meia, umas da Deb com buttermilk. Eu substituo-o por uma embalagem de iogurte natural. Também adorei! Vejam aqui.

Por fim, e para hoje, fiz uma celada!! Finalmente, depois de tanta massa e batata. Então a salada era assim:
1/2 embalagem de mistura ibérica para salada do Pingui
3/4 maçã Fuji laminada (comam o resto, ´'tá bem?)
1/4 de copo de Ricotta (não se atrevam a usar light!)
1 ovo cozido, 6 minutos. 7 se quiserem que a gema esteja set
1 mão cheia de cajús (tostem! Prefiro cajú a nozes aqui)
1 mão cheia de passas
1 colher de chá de mel + 1 de sopa de mostarda Dijon + 1 c. sopa de azeite + sumo de 1/2 limão 
sal e pimenta q.b.

Tratem do ovo e dos cajús antes de mais. Atenção, não os queimem na frigideira, lume brando!
Na saladeira, misturem as coisas do molho até ficar homogéneo, e temperem bem.
Juntem a mistura de alfaces e verdes, e a maçã e os frutos secos. Envolvam, e juntem o ricotta. Envolvam de novo, eu gosto que o ricotta cubra as folhas. Depois é pôr o ovico em cima, e tatá!

Empadão de lentilhas bem bom

O empadão de lentilhas (e não ervilhas, perdoem-me o erro) continua em rotação. Ontem, por causa da T., fiz a versão vegetariana, sem bacon, sem manteiga e sem leite. Antes de sair de casa, deixei as lentilhas secas a demolhar em água fria (300g?). Quando chegou a hora de fazer o comer, fiz um refogado com cebola laminada e alho, sobre o azeite a fervilhar. Olhem os tachos, não os percam de vista como eu para que não queimem o estrugido! A seguir, uma colher de sopa generosa de pasta de tomate e meia chávena pequena de vinho tinto, misturem bem e dissolvam a pasta no vinho. Depois, juntem as lentilhas já escorridas e 250g de tomate picado, com 200ml de caldo de legumes (feito por mim, yay!), um pau de canela e duas folhas de louro. Não temperem para já com sal, deixem as lentilhas cozer por 20 min. no caldo. Elas vão cozer rápido por terem estado 8h em água. Entretanto, ponham batatas descascadas e cortadas numa panela com água fria e ponham no lume, salguem bem a água! Quando estiver a ferver, juntem as cenouras cortadas aos pedaços. Isto será o vosso puré!
Pronto, a partir daqui, é ver se as lentilhas ficam prontas e quando estiverem assim ainda rijinhas (lentilhas empapada com puré não é o ideal), vertam leite de côco (usei meia lata que restou doutra receita). Isto servirá para suavizar o molho. Deixem engrossar e tirem do lume assim que estiver pronto. Juntem um bocado de miso (eu usei um vermelho que tinha em casa), praí 1 colher de sopa. Como isto é vegetariano, faltará um bocadinho de umami, daí o miso. Outra opção seria tomate seco ali no início, iria ficar um mimo.
Quanto às batatas, quando estiverem cozidas, escorram grande parte da água mas deixem um bocadinho pois o puré não levará leite e não queremos que esteja demasiado espesso. Temperei com pimenta e noz moscada. Não juntei mais nada, respeitando a batatinha e a cenoura.
Bom, o resto já sabem, é montar um empadão, pincelar com uma ou duas gemas se quiserem, e ponham no forno, no topo, a dourar.

9.2.18

Cold Noodles

Sesame Noodles with chili oil and scallions
Cold buckwheat noodles with spicy sauce
Shredded chicken and cold noodle salad
Rice vermicelli with chicken and nuoc cham
Cold buckwheat noodles with kimchi and eggs

um post de 2016 talvez?

Ando outra vez a comer fora. Vou enumerar os sítios onde fui para que não me esqueça:

gosto do Maria Rita na Rua da Alegria. O rapaz que lá atende é arisca e fuma muitos (meios) cigarros durante o serviço. Implica quando sou a única a não beber vinho e agradece que lhe entregue o telemóvel para carregar na tomada do balcão (pois assim tem a certeza que não fico distraída a olhar para o telefone enquanto lá como). A comida não é espectacular (só la comi bife, alheira e uns filetes de polvo com arroz do mesmo que em muito deixam a desejar) mas o sítio vale por si.

gosto do Bragança, a D. Adelaide (que me acendeu as velas e desligou a luz do restaurante no dia em que fiz anos e lá jantei) alterna entre cozinha e mesas, o marido é que nos serve e a filha às vezes lá os ajuda. Não houve nada que lá tivesse comido que me deixasse desiludida (só talvez uma picanha um pouco mais rija mas não é isso que me impedirá de lá voltar). Tem uma terrível sangria (não bebam) mas a comida é deliciosa, e a D. Adelaide também. Tem uma das minhas sobremesas favoritas, Manjar de Abade. Com jeitinho, têm direito a bagaço com mel depois do café.



Post de sopas

A Mariana ensinou-me umas receitas de sopa. Sopa tem sido uma dor para mim, incapaz de acertar com uma.

Vou partilhar convosco pedaços de sabedoria maternal da Mariana, pois esta deve ser sempre estimada:

1 cebola
1 dente de alho
2 cenouras médias
1 curgete
1 lata de feijão vermelho
1 saco de espinafres frescos (~250g)
2 c. sopa azeite
sal q.b.

Fazer um refogado, de seguida juntas a cenoura, curgete e metade do feijão, com água quente a cobrir, e temperar de sal. Depois passar tudo, juntar o resto do feijão e os espinafres, mais dois minutos e já está. Fio de azeite a finalizar!

OU...
2 cebolas médias em fatias
2 alhos
1 curgete média
3 batatas pequenas 
2 cenouras
1 abóbora menina
1 colher de sopa de pasta de tomate

tudo em cubos. refogar a cebola e o alho por uns minutos, juntar a batata, cenoura e abóbora. esperar uns minutos até juntar a curgete e a pasta de tomate. cobrir com água. pôr sal. deixar cozer até tudo se desfazer com a pressão de um garfo. passar.

14.1.18

Novas papinhas

Tenho seguido uma senhora chamada Carla Tomasi no instagram, esta senhora é professora de cozinha em Roma e parece levar uma vida recheada de coisas boas e inesperadas. Essas coisas boas da vida dela (que pelas fotos da senhora eu deduzo estarem maioritariamente relacionadas com comida) são feitas com ingredientes simples e com uma grande atenção à preparação e processo. Uma espécie de cozinha que apenas depende de facas, tachos e um fogão, e isso hoje em dia torna-se raro. Por causa desta senhora Carla, fiz um empadão de lentilhas maravilhoso e que mereceu dois pratos cheios que a M. comeu. A senhora Carla não partilha as suas receitas no instagram mas garante-nos inspiração. O meu empadão foi feito com lentilhas estufadas (seguindo estas duas receitas: o bacon e cenoura são essenciais, bem como o tomate no final) e um puré de batatas e cenouras que pouco respeitava os rácios dos purés (usei praí 3 batatas e uma cenoura, e finalizei com duas nozes de manteiga e um fio de leite). Espalhei as lentilhas numa travessa, cobri como puré e pincelei com uma gema de ovo. A senhora Carla é digna de seguir no instagram, por isso, leiam isto e familiarizem-se.
Além da Carla, vejo a Rachel Roddy, cujos livros não tenho mas a internet é generosa. Por causa dela fiz uma massa estranha com couve flor, sardinha enlatada e passas e pinhões. Segui isto por alto. Achei mais ou menos... A M. não ficou fã.

Por causa do restaurante Casa D'Oro, perto da arrábida, fiz tambem uma simples salada de funcho, citrinos (usei laranja e clementina) e salmão fumado, com algumas azeitonas, e um pequeno fio de azeite. Mais uma vez, tão simples, mas tão, tão bom.

Fiz uma focaccia de uvas, e um bolo de chocolate (não adorei), mais outras coisas, para o LWD.

Uma galette não planeada recheada com amoras. Não adorei porque não era muito doce, mas a M. ficou fã. Segui as direcções desta receita.

Ah! E este molho de iogurte muito bom. Usei em legumes assados e saladas!

10.12.17

Jantar de ontem

Amiguinhos, olá de novo

Ontem a M. trouxe a L. para jantar. Há 24h que sonhava com a ementa pois há muito não cozinhava para amigos. Risotto?, pensei eu. Quem cá janta sabe que é um clássico, não fosse eu uma pessoa muito dada a repetições. Mas, num rasgo de ousadia, lembrei-me de uma receita da Bon Appetit com presunto e cogumelos. Então lá fui comprar cogumelos ali no Berdinho, muuuitos cogumelos! A receita é esta aqui, muito boa! Um conselho muito sábio: tenham cuidado com o sal do presunto. Bom, toda a gente adorou e eu fiquei feliz da vida. Para acompanhar, fiz uns legumes assados com base nesta receita aqui. É um receita maravilhosa. Asso-os em vez de grelhar, e uso alho em pó no vinagrete. Por vezes, salsa seca à falta da fresca. Ninguém se chateia se não usarem a fresca, afinal quem cozinha são vocês, ora. Se forem fãs, sejam também generosos no limão!
Por fim, um bolinho de banana que é também uma dádiva e não estou a a ser convencida. É um bolinho aprimorado ao longo de meses por moi e, por isso, partilho o segredo: assar quatro bananas médias a 150ºC durante 1h, até ficarem pretas. O sabor fica muito intenso e bem melhor do que se usarem apenas três bananas maduras. Podem variar pondo nozes picadas ou chocolate picado (100g de cada). A minha versão favorita, como já adivinharam, é com os dois. E bom, posso dizer que todas ficámos contentes como jantar e jogámos cartas enquanto bebemos vinho do Porto (obrigada especial à Carmo que sempre me oferece uma garrafita). O Kit também adorou pois insistiu em ficar sentado numa das cadeiras a cheirar a comida.

Para hoje à noite, estou de olho nisto aqui: Ginger Scallion Ramen Noodles. Melhor uso para uns noodles Koka.

9.12.17

é quase Natal, venho cá deixar uma prenda!

Tornei-me numa dona de blogue muito pouco assídua. Confesso que a cozinha e a ofício de " fazer o comer" tomaram um lugar mais pequenino na minha vida. Um doutoramento, um desejo firme de me manter activa na fotografia, e o recente upgrade de Netflix em casa, tudo isso leva a que a cozinha seja agora um lugar que frequento por necessidade, e não tanto por prazer. Aliado a isso, houve um mais ou menos breve período em que decidi ser uma pessoa que faz bolos para fora. Nesse saga fiz dezenas de bolos (para cafés, aniversários, workshops e inaugurações) e arrisquei-me a fazer dois bolos de casamento. Não foi pêra doce mas concluí (e provei) ambos com enorme prazer e orgulho. Contudo, há uma, aliás, duas enormes desvantagens de fazer tanto bolo: a sujidade e o cheiro a açúcar permanente no meu pequeno apartamento. Creio que isso, e a carga de trabalho e tempo de que agora pouco disponho, me tiraram a vontade de prosseguir com isto de fazer bolicos.

Ainda assim, nem tudo é desgraças e vou partilhar uma receita que se tem mantido no meu repertório:
uma esparguete (comprem Barilla se faz favor, promoções não faltam!) com molho de tomates, anchovas e alcaparras, com umas sardinhas em lata à mistura. Creio que esta massa é da família da putanesca mas não tenho a certeza. A coisa faz-se assim:
Numa frigideira bem grande, deitam-se dois goles de azeite e dois dentinhos de alho esmurrados. Lume brando e lá aromatizo o azeite. Entretanto, encho uma panela com água quente e MUITO sal, porque para cozer massa é necessário que a água esteja tão salgada quanto a do mar. Vamos pôr um temporizador durante 7 minutos para não deixar a massa ir além. Voltando à frigideira, duas colheres de sopa de pasta de tomate e uma de pasta de anchova (suponho que dois filetes de anchovas picadinhos deverão igualar). Picam-se dois tomates bem maduros e junta-se à frigideira, mantendo o lume brando. Aqui queremos um molho espesso e apurado, sem pressas. Juntamos uma lata de sardinha em molho de tomate picante e desfazemos as sardinhas. Picar duas colheres de sopa de alcaparras e um pouco de salsa, e juntar. Após dois minutos, com a tenaz passamos a esparguete do tacho para a frigideira, e meio copo de água de cozedura da massa. Agora é misturar a massa com o molho, mexendo vigorosamente com a tenaz até se formar um molho espesso que cubra toda a massa. Assim que estiver no ponto, é papar!
Desta massa fiz pequenas variações, ora com ou sem azeitonas, com ou sem salsa, e quando não há sardinhas na despensa, lá se vai buscar filetes de atum em conserva. Sem medo!

11.6.17

Olá a todos (poucos, mas bons!) leitores. Sois muito fiéis.

Lamento dizer-vos que tornei-me em alguém que come muito fora, e cozinha pouco. Faço agora mais bolos que nunca (já vos disse que podem contratar-me para bolinhos?) mas tendo uma enorme tábua do Ikea por cima do meu fogão (como isto), pouco uso dou aos tachos. Uma tristeza, eu sei.

Mas, cheia de entusiasmo, hoje voltei a cozinhar! Fiz um arroz carolino muito simples, usando os conselhos da Sako:
lavar o arroz três vezes, demolhar 30 minutos. Colocar água no tacho, num rácio 2:1 em relação ao arroz. Salgar a gosto. Quando a ferver, juntar o arroz escorrido (os grãos deverão estar translúcidos e não brancos como no início). Deixar ferver, sem tampa, por 5 minutos (cuidado, lume brando caso contrário terão uma piscininha em vez de um fogão limpo). Desligar o lume (deixem-me falar assim), e tapar o tacho por 10 minutos. O arrozinho irá cozer no próprio vapor. E depois destapar e soltar com o garfo. Gosto muito do arroz assim, e penso muitas vezes em comê-lo com ovo, molho de soja e furikake, inspirem-se aqui. E também, vejam o Ivan Orkin a falar disto no  seu episódio do Chef's Table.

Bom, depois do arrozinho, um estufadinho de feijão (ele diz que é Mexican Style mas eu nunca sei. Quando é "portuguese style" é sempr euma grande treta). É simples e muito saboroso - aconselho.

Depois fiz bolinho de banana e bolinho de limão e sementes de papoila da Deb. E ainda assim, fiquei com gemas e claras no frigorífico.. (spoiler: estive a fazer bolo para 120 pessoas).

E pronto, é tudo. Bye bye.

5.2.17

Estes dias fiz uma nova investida  no risotto de beterraba e mascarpone. Posso falar-vos do meu amor por pratos de cores intensas, não falo aqui de coisinhas "arco-ir+is" mas sim de uma explosão de uma única cor no prato. O risotto de beterraba ou esta massa com molho de beterraba e feijão branco, arroz de açafrão ou risotto à milanesa, risotto com tinta de chocos - raios, só me vêm pratos de arroz colorido à cabeça. Bom, retomando, é ali o risotto de beterraba que é uma maravilha.
Também quero falar do meu amor por cacio e pepe, que nem sempre calha tão cremoso como eu quero, mas é tão bom, que a falha e erro perdem relevância logo à primeira garfada. Ao lado do já-tão-mencionado Jap Chae, este cacio e pepe vem a seguir.

Estive a ver a despensa, e depois de fazer uma sopa de merda (por que raio insisto em fazer sopa ao calhas..?), fui novamente perguntar ao google o que fazer com as coisas que tenho por casa. A lista que se segue é tudo responsabilidade do google.

Overnight oats with coconut
Uma espécie de minestrone
Uma cena de legumes crocantes com bacon (vamos ignorar ali o paleo, tá bem?)
Espinafres com iogurte e alho-francês (com um ovo em cima, porque estamos na minha casa e eu quero ovos em tudo)

E depois umas coisas castiças:
estufado de lentilhas
esparguete com alho e muita couve 
Manicotti

e ver isto com mais atenção - 17 coisas para levar para almoço

24.1.17

Sentada a ler isto, enquanto como sopa de tomate (à qual juntei um fio de azeite de alho).

"A house meal must be adaptable as a chameleon, made of basic ingredients, fast, culinarily undemanding, and seem neither a sin nor a charity to consume."

18.1.17

Comprei silken tofu, que acabei por não usar para sopa de miso. Fiz com ele um molho para massa, junto com shiitake e ervilhas (usei cebola em vez de chalotas. Sabe mesmo bem!), e devo fazer isto de o marinar em molho de soja e sésamo.

Um bolico de framboesas.

Sonhando com uma mandolina...

7.1.17

2017!

Para quem ficou particularmente fã de ramen instantâneo (guilty!) em 2016, e quer mudar seus hábitos, aqui vai uma sugestão de como o tornar em salada. Por falar nisso, comprei Furikake no Chen ao lado do Buraco, muito contentinha. E Maionese Kewpie! Também quero dizer que a minha receita de eleição de 2016 foi Jap Chae. Fi-la vezes sem conta e nunca desaponta...

Fiz Vacherin Mont-d'Or em casa, uma maravilha!

Um caril simples de couve-flor: não impressiona mas safa umas refeições.

Um chili com carne porque, desde que comi o do BOP, veio-me à memória o prazer das refeições comidas numa taça. Para o pó de chili, ver aqui.

Uma dutch baby com framboesas (não tinha mirtilos) e curd de limão que guardei de um outro bolo, bem bom! 15 minutos no forno (fiz metade da receita) e está!

Uma salada de cenoura indiana (da Lucky Peach).

Um Tikka Masala de galinha - MARAVILHA. Finalmente um caril que funciona!!! Nota: reduzir o sal na marinada, o frango ficou no limiar do "demasiado salgado".

Carne picada cozinhada em sake e mirin: Soboro. Acho que sim, devo fazê-lo!

Quero estrear-me nas andanças do "levedar". Uma babkallah de chocolate e canela.

Já agora, alguém sabe onde se compra uma boa mandolina?

13.11.16

 A pensar numa lasanha de beringela da Lucky Peach temperada com za'atar e em almôndegas de perú, enquanto como iogurte grego de tangerina com restos de um curd de limão. Ah, como é matreira a preguiça.

 Fiz as almôndegas seguindo esta. Um bolico de laranja!

11.11.16

Five Spice Pork Rice Bowl + o arroz + a couve
Bolo invertido de maça (fiz com pêra), sem ovos. Achei médio...
Bolo de farinha de milho com glacé de limão e molho de mirtilos
Bolo de figos e amêndoas (fiz com cajú, e uma colher de chá de extracto de amêndoa), uma maravilha; e uma versão vegan
Lombos de pescada com tomate e feijão preto (baseado nisto)
Gratin Dauphinois da Julia Child (parecido a isto)
Old-school baked ziti da Deb
Scones
Mom's apple cake
Jap Chae para sempre
Key lime pie
Hallo. Vou falar-vos das minhas mais recentes (e escassas) papinhas.

Depois de tanto ouvir o David Chang a proferir o seu amor pelo Ramen instantâneo (ele fala disto em todo o lado mas a maior ensaboadela que levei foi a ver The Mind of a Chef). Fui ao Chen na Pr. da República comprar coisas e decidi arriscar nuns rebuçados lindos de gengibre (eram um misto de rebuçados de melaço da Régua com gengibre cristalizado, aconselho. Os amigos a quem ofereci com certeza passaram a gostar ainda mais de mim) e numa embalagem de ramen de pork ribs. Claro, não fosse eu a Matilde, que ao chegar a casa não me cingi a ferver a água e juntar os noodles e pózinhos. Não. A Matilde teve de ir ao Google e procurar "how to make the best instant ramen". Felizmente não sou a única a quebrar as regras, deitar abaixo estas intruções dogmáticas que a indústria do ramén instantâneo força sobre nós, e lá apareceu um post no Epicurious a explicar. Segui à risca (dei o meu melhor na parte do fan the noodles, abanei aquele testo com imensa genica!) e ta-dan, maravilha. Maravilha! Ignorando o facto de estar a comer coisas com muitos E, em caracteres muito além dos meus conhecimentos, e com condimentos de cores em muito semelhantes à do Hulk, aquilo era maravilhoso. Oh, oh.

Ainda com ideias de quebrar tudo, fui ali ao Cantonês (Grande Palácio Hong Kong) e comi línguas de pato. Há uns tempos também comi lá dobrada. Vou mostrar-vos as fotos para provar que sou muito valente.





















E o veredicto é: a dobrada é muito boa, já as línguas há que partilhar com mais gente porque duas moças a darem cabo disto é obra.

Mais papinhas. Ah! Mais massinhas: fiz penne com abóbora e quejio de cabra. Uma maravilha! Tão boa que passados uns dias voltei a cozinhar. Também arrisquei tudo e fiz cacio e pepe (com manteiga, admito a heresia). Não usei pecorino, em vez disso foi gruyère, e um quico de emmentaler, acho eu. Fui muito, muito generosa com a pimenta. Meninos, isto é óptimo para gente doente: quentinho, quentinho, e com tanto tanto sabor que mesmo a pessoa mais congestionada irá sentir. Fiz também uns ovicos com espinafres e natas no forno e umas migas de broa de milho com feijão e couve.

Além disto, fiz bolos!
Bolo da Nigella de chocolate e laranja. Acho lindo cozer laranjas inteiras para um bolo, e o bolo é realmente muito bom. Óptimo para pessoal vegan, e sem glúten!
Torta de abóbora
Bolo de maça da mãe da Deb (gostei muito!)
Lemon Almond Butter Cake

22.8.16

BOLOS E COISAS

então, primeiro, começo com duas sopitas, uma de tomate e ovos escalfados e outra adaptada a partir daqui (é de curgete, muito alho, e caldo de galinha. Usei alho francês em vez/com cebola e sai muito bem).
depois das papinhas, salada de pepino e rabanete com um molho de iogurte e harissa, um macarrão com queijo para me livrar dos queijos todos cá de casa, uma tarte de espargos e pecorino, e um caril tailandês que irei fazer mais logo.

quanto a bolos,

Tarte de pêssegos com crpsta de côco e amêndoas (sem farinha)
Upside down cake (fiz com alperces)

Coconut Cream Cake with Peaches
Cherry Cake
Maravilha de tarte de limão (usa limões inteiros, muito simples, no entanto, é aconselhável tirar a parte branca da casca de limão)
Fruit Upside-Down Cake (usei ameixas muito amargas que cozi em água adoçada com xarope simples, aromatizada com hibiscus e pau de canela, e ainda um pouco de licor de ameixa)
Gluten-free raspberry and polenta cake
Bolo de banana da Saveur (JÓIA DE RECEITA)

Watermelon, Feta and Black Olive Salad
Estas tostas de nectarinas e queijo Sopa de Beldroegas da Teleculinária
Frango com grão e funcho (não tinha paprika fumada, juntei chouriço)
Salada de Beterraba e Laranja
Esparguete com molho de Beterraba
Cold Peanut Sesame Noodles (TAMBÉM JÓIA)
White Bean Dip
Estas migas de broa, couve e feijão, uma maravilha

12.5.16

Mais um exercício de memória para tentar lembrar-me do que andei a cozinhar nos últimos tempos. Começando pelos mais recentes:

Rhubarb Torte: bolo mais fail dos últimos meses. Nada, nada, como o da foto. O sabor era ok, sabia a manteiga, açúcar e ovos. Não aconselho...
Espargos com limão, laranja e pancetta (embora eu tenha usado bacon ahah). Uma delícia, e não deixa a cozinha em pantanas. Tudo de bom, portanto. 
Jap Chae: fiz para saciar esfomeados num jantar de aniversário. Relativamente fácil de preparar (tivesse eu um robot de cozinha e seria tão mais fácil, fazer juliana é um teste à paciência. No final, vale a pena, é mesmo bom, toda a gente ficou feliz e contente, e com vontade mais (melhor elogio para qualquer cozinheiro).
Orbit Cake do David: numa relação qualidade/trabalho, este bolo é 10 em 10. Façam, façam.
Tortellini com ervilhas e estragão: no outro dia a Sara estava a comer tortellini e eu fiquei com desejos. Fiz isto, aproveitando o estragão que tinha comprado no mercado. Era muito bom, repeti dois dias seguidos. à segunda vez, espremi sumo de limão por cima e juntei-lhe um ovo escalfado, como não?
Hambúrgueres de frango com ervas, e aioli. Já tinha feito isto há um par de anos, a minha mãe gostou muito na altura. Voltei a repetir e são realmente muito bons, Desta vez consegui fazer o aioli, fiquei tão contente!
Batatas com za'atar. Não há muito onde falhar, eram óptimas!
Coconut layer cake: fiz quatro bolos à conta deste (são 4 camadas). Definitivamente o maior que fiz, um dos mais trabalhosos, e também um dos mais despontantes. Não irei repetir, é mais fogo de visto que outra coisa. Seco, demasiado manteiga, pouca calda. Não era baby.

15.4.16

O que andei a cozinhar no último mês

Então, estive na Suíça, lá com as vaquinhas, com a neve, com o "caneco, mas esta gente nunca está stressada?". Comi pela primeira vez rösti (ao fim de quase 5 anos a lá ir, já era tempo!) e um bife de vaca feliz (será que a Vaca que Ri alguma vez pensou em dedicar-se à venda de bifes?) na ardósia quente com molhos Heinz (isto sou eu desiludida). Comi 104892 iogurtes diferentes, queijos e gelados. Ir à Suíça é sinónimo das férias do lacticínio.

Bom, cozinhei um bocadinho para a Mãe e para o C. Primeiro, tentei salvar quase meio kilo de cogumelos meio defuntos e queijo bolorento: Mushroom Marsala Pasta Bake. Não tinha Marsala, como seria de esperar, e usei um resto de Porto que a minha Mãe tinha no armário. Dias depois fiz um bolo que tinha nos favoritos há praí 1 ano: bolo de amêndoa e côco. A minha Mãe e o C. gostaram muito, eu achei um bocadinho gorduroso demais. Experimentei também uns cogumelos recheados com ricotta, o risotto do costume, e uns pimentos assados com burrata. 

De volta a Portugal, passei mais duas semanas sem mexer em tachos. Ter hóspedes é sempre razão para "hey, vamos comer fora!". Das vezes em que me portei bem, e cozinhei algo além de pizza do Pingui, fiz o seguinte:

Gratinado de Espinafres
Ovos com cogumelos e Gruyère
Rao's Meatballs
Bolinhos de batata doce e grão-de-bico
Puré de batata doce e leite de côco
Curgetes marinadas (isto é muito lindo)

17.3.16

Hummus

Só para não me esquecer, este artigo explica como se consegue um hummus de textura super cremosa e com um sabor a alho presente mas não dominante.

4.3.16

Out of the blue, fiz um caril. Usei esta receita com grão-de-bico (1 lata pequena), couve-flor (1/3 de um pé), batata doce (1/2, em vez da batata), espinafres (foi a olho) e tomate (uma lata pequena). Infelizmente, fui descuidada e verti uma lata inteira de leite de coco. Para salvar, dupliquei a quantidade de masala, generosa na curcuma, mais pimenta caiena. Ainda não satisfeita, uma colher de sopa de gochujang (pasta picante). Só provei no dia seguinte e fiquei satisfeita, estava vivo mesmo sabendo muito a leite de coco.
Hoje, farta do caril, fiz uma salada com hijiki, uma alga toda gira. A receita é esta: leva cenoura, cogumelos e alho francês. Simples mas muito saborosa. Comi com um ovo mal cozido e umas gotas de sriracha.

Tenho de comprar perninhas de frango para prepara-las com gochujang (e ver se dou conta do pote que tenho no frigorífico).
Para gastar a couve-flor: Pan-roasted cauliflower ou assada com cominhos e coentros.
Para despedir-me dos brócolos já em fase terminal: Assados com alho assado e vinagrete de mostarda.

29.2.16

Depois do pão de batata doce (que sabe mais a bolinho que outra coisa), fiz hoje outro de farinha de amêndoa e linhaça (fiz a versão antiga). Estou também curiosa por este de banana e este coffee cake. Ah, encontrei entretanto outra receita de mais um pão sem trigo:

110g Farinha de coco
50g Sementes de linhaça dourada moída
250ml Água (ou mais)
5 Ovos XL
50ml de azeite (ou óleo de coco, ou até mesmo manteiga)
2 Colheres de sopa de Mel (opcional)
1 Colher de chá de vinagre de sidra
1 Colher de chá de bicarbonato de sódio ou fermento para bolos

A massa tem que ficar grosseira e não muito líquida, tem que conseguir escorrer do recipiente para a forma.
- Bater os ovos e juntar os ingredientes na ordem da receita e mexer até conseguir uma massa homogénea.

- Se a massa começa a ficar muito seca e dura adicionar mais água até conseguir uma massa consistente não tão líquida como a massa de um bolo mas não tão dura como para moldar.

- Untar uma forma de bolo inglês com óleo de coco e polvilhar com farinha de coco. Usei uma de silicone e não é necessário untar.

- Verter a massa na forma e colocar no forno pré-aquecido a 170º durante 40 a 50 minutos ou até furar com um palito e este sair seco. (não abrir o forno até os primeiros 30 minutos de cozedura)

- Deixar arrefecer na forma durante uma hora pelo menos.


Acabei por fazer este ceviche com peixe gato congelado (eu sei, não é o melhor e possivelmente ficará muito aquém de um peixinho fresco mas é segunda-feira, é o melhor que posso fazer), comi com abóbora menina assada.

De olho nesta salada de pepino asiática e nesta de couve e folhas Nori com molho de sésamo e miso.

28.2.16

Private cook

Primeiro de tudo, quero dizer-vos que escrevo isto ao som da Tina Turner. Acho importante deixar isto escrito.

Fiz uma daquelas tartes de vegetais dos sites de caca onde apresentam as receitas com vídeos. Claramente as pessoas não querem ler, para quê? Em minha defesa, fiz isto porque só tinha uma curgete, duas cenouras, duas batatas. Em vez de crosta de tarte, fiz puré de batata com aquelas duas batatinhas, 1 ovo, sal e pimenta. Espalhei na base da tarteira (mesmo à justa) e foi ao forno a tostar. Quando pronta, cobri o fundo com requeijão e mostarda dijon, uns temperos (já não me lembro), e enrolei, enrolei, enrolei tirinhas infinitas de legumes. O resultado é visualmente bonito mas, meh. É okay. Não diria excelente. O expectável vindo de um destes sites de receitas com vídeos (sim, tenho-lhes asco).

Dias mais tarde, empenhada em cozinhar para três pessoas sem ter de ir ao supermercado, voltei ao tão familiar risotto. Fiz caldo (carcaça de frango assado, uma cebola em quartos, pedaços de cenoura, dentes de alho, parte verde do alho francês, uma casca de queijo, temperos) mas lamento ter-lhe adicionado vinho, acho que o sabor deste tornou-se demasiado dominante no final. Não voltes a esbanjes no álcool, Matilde. De sobremesa fiz sericaia pela primeira vez. Estreei o prato de barro gigantesco que comprei na feira, disse adeus a 12 ovos e fui à vizinha pedir leitinho. É delicioso. Leite creme versão soufflè, é nisso que consiste sericaia.

Na segunda-feira fiz um estufado de frango e cogumelos secos, seguindo uma receita do Silver Spoon. Não achei lindo. Usei porcini, chanterelles e mais uns dos quais já não me recordo. De alguma forma, o sabor ficou meio amargo. Juntei natas (não pedia na receita), não melhorou grande coisa. Esta não é para repetir...

Fiz um ratatouille com o que tinha em casa: uma curgete grande, uma beringela média, pimenta assados (dos de frasco), uma cebola roxa, uma lata de tomate inteiro (400g). Usei tomilho e bouquet garni no estrugido, juntamente com uma mão de azeitonas (e praí sete alcaparras) picadas, e ainda uma colher de sopa de pasta de anchovas. Usei vinagre balsâmico em vez do de vinho. Da primeira vez, comi assim simples, da segunda juntei uns restos do estufado de frango e cogumelos.

 Continuo a depender em ovos mexidos com abacate para salvar refeições, bem com na salada de pepino e abacate da Deb (Smitten Kitchen).

Vou agora fazer um pão de batata doce e farinha de coco, espero que corra bem. E estou de olho nesta couve-flor: Charred Cauliflower with Toasted Bread Crumbs, Cornichons and Parsley. 

Tentar fazer estas duas:
Chicken Korma
Ceviche (ou este)

9.2.16

Hoje é feriado, fiz o tacho

Como seria de esperar, não fiz saladas para acompanhar o salmão que sobrou. Pôr um pepino a suar com sal durante 30 minutos quando estás cheia de fome é impraticável. Tinha no frigorífico uma penca  cozida, temperei-a com um fio de azeite, vinagre, alcaparras lá para o meio e pimenta. O salmão foi lascado e regado com sumo de limão. Papei. Sem ter de suar pepinos.

Hoje é o dia mundial da panqueca (li na internet) e, ta-dan, fiz panquecas. Fui apenas ao Google e usei esta receita onde muita gente botou like e estrelinhas (sempre um bom indicativo). Panqueca de banana: usei duas bananas da Madeira, bem maduras, juntei também canela e extrato de baunilha. Servi com mel, manteiga, e amêndoas e coco tostados.
Enquanto isso caramelizei praí 6 ou 7 cebolas com o meio funcho que sobrou do outro dia. Servirá agora para o meu jantar e para mais algumas coisas ao longo da semana.

Comprei hoje um robalo lindinho de meio kg ali no Pingui e lembrei-me de fazer peixinho ao sal! Recorri de novo ao Google e, desta vez, ao Henrique Sá Pessoa. Fiz a pasta de azeitonas, com uma mãozinha de alcaparras e um nico de pasta de anchovas. Vrum no 1,2,3 e misturei com o sal. Em vez do tomilho no interior do peixe, usei salsa que tinha congelada (sim, tenho muita tralha no congelador) e fiz ali o montinho de sal como no vídeo. A estimativa de 20 minutos por kg de peixe aplica-se também a meio kilinho (abrir o monte de sal e ver o peixe ainda cru é triste...).Comi o peixinho acompanhado pela cebola caramelizada, com azeitonas, mozzarella (como fez aqui a Sanda). De sobremesa, ando a comer o iogurte de coco da alprosoja que, ai, é tão bom.

7.2.16

Tá lá? Janeiro?

O Janeiro de 2016 desapareceu de vista. Metade do mês passado fora. Em Barcelona o highlight foi ter comido um tamale (sim, tão pouco entusiasmante) e na Suíça levei a mãe a um restaurante coreano (de onde trouxe quase meio kg de gochugaru oferecido pela cozinheira). Dei por mim a comprar condimentos no supermercado apenas por serem bonitos (Dayong, El Tigre). Cheguei ao Porto e voltei à cozinha. Os soba não chegaram a acontecer. Aconteceram outras coisas. Limpei o frigorífico, encontrei folhas nori expiradas há 2 anos (e caí no erro de as provar, não foi a coisa mais inteligente para se fazer...) e disse adeus a compotas com mais fungo que doce.

Agora, o importante, o que andei a cozinhar:
Pernas de frango com tomate e umas especiarias (canela, cominhos). Consegui gastar 1kg de tomate coração-de-boi congelado no fim do Verão!
Notas: usei cominhos moídos porque detesto trincar sementes de cominhos; não havia vinho tinto em casa (!), usei vinagre de frutos vermelhos, vinagre balsâmico e um bocado de Madeira (sim, eu estava em modo fuck the police) com uma colher de chá de açúcar; juntei alho francês porque só tinha uma cebola (embora reconheça que isto não faça muito sentido).
No dia seguinte, estufei uma abóbora menina e duas curgetes (refogado de cebola laminada com azeite e uma colher de sopa de pasta de anchovas, depois tomilho e alho, os legumes em rodelas/cubos, meio kg de tomate cherry que ficou esquecido no frigorífico durante a minha ausência, um bocado de caldo de galinha). Desfiei o frango do dia anterior e juntei tudo, estes legumes ao frango com a molhenga. No dia seguinte, estava lindo a apetitoso. Comi assim sim ou com abacate aos cubos, sumo de limão e sriracha.
Jacques Pépin's Pan-Crisped Deviled Egg Salad (os títulos em inglês são tão mais apetitosos). Super fancy.
Slow-roasted Salmon with Fennel, Citrus and Chiles.
Nota: prestar atenção ao tempo para que da próxima fique mal passado. A vantagem disto é dar-me ao luxo de fatiar salmão e comê-lo cru enquanto preparo as coisas. A sobras de salmão irão acompanhar pepino e abacate, ou alface e um molho de limão e alcaparras.

A fazer:
Funcho, alho-francês e laranja caramelizada (sem o polén e sem o Pernod, a ver se arranjo algo para substituir),
Fricassé de beringela do Silver Spoon,
Curgete com basílico e menta,
Vaca e kimchi (porque 2016 vai ser o ano em que faço kimchi),
e este ananás grelhado do Nigel.

8.1.16

Com o fim das festas e a vinda do novo ano, virei-me para os vegetais. Estive também em limpezas e fui dando conta dos diferentes tipo de arroz, massas, grãos e sementes que se vão acumulando na despensa. É uma missão para o início do ano, esvaziar a depesna (e comer arroz um ano fora de prazo).
Bom, gastando legumes, fiz sopa de couve-flor e coentros (1 batata média, uma couve-flor de cerca de 1kg,  meia chávena de ervilhas, 1 dente de alho, um molho de coentros e outro de salsa, scallions que pediam para ser gastos, e creio que foi só). Ao servir, espremo sempre um pouco de sumo de limão para avivar a sopa, um fio de azeite, pimenta moída na hora.

Assei grão de bico: passei por água uma lata de grão de bico, deixei escorrer e estendi-o na travessa. Sequei com algumas folhas de papel de cozinha e deixei-o ficar. Numa taça, misturei 1/2 colher de sopa de azeite, uma colher de sopa de curcuma, outra de garam masala, um nadinha de cominhos, sal e pimenta. Nesta taça voltei a colocar o grão, cobri-o com os temperos, foi ao forno a 200ºC praí 30 minutos (não me recorco bem, é ir vendo). Assei também abóbora e curgete seguindo o mesmo esquema.

Esta semana decidi cozinhar um bocado de arroz preto: pu-lo de molho ao longo de um dia (estava em casa por isso podia ir mudando a água) e à noite cozi-o. A proporção foi 1 copo de arroz (antes de demolhar) para 2 de água. Pus também um alho. À água a ferver com sal, juntei o arroz e o alho, e deixei praí 10/15 minutos, não sei ao certo. Na dúvida, basta ir à internet.

Com isto fui fazendo pequenas taças de arroz e legumes, às vezes com folhas de rúcula ao barulho, mais ou menos limão, salsa ou coentros, um dia pus um ovo, outro dia arrisquei com sriracha. Hoje assei mais brócolos e fiz um molho de tahini e miso, como sugere aqui a Deb.

Nos proximos dias vou acabar com o resto de soba noodles que está na despensa. A ver!


18.12.15

Estive doente.

Uns dias metida em casa, voltei aos tachos e fiz Braised Red Cabbage sugerida pela Sako. Juntei uma flor de anis às especiarias sugeridas. Ao segundo dia sabe melhor, a acidez do vinagre não é tão dominante.
Aproveitei e fiz arroz integral. Do arroz que sobrou, comi-o com espinafres salteados com sal, azeite e pimenta, misturei com ajvar e depois passei tudo na frigideira com um ovo e um bocado de curcuma. Curiosamente, esta mixórdia funcionou.

Fiz uma sopita boa, vou apontar os rácios (porque nas sopas, tal como nos bifes e na caldeirada de peixe, sou uma verdadeira naba e preciso guardar os sucessos):
1 cebola, 1 curgete média, 1 cenoura grandita, 1 chávena de ervilhas, meio alho-francês. Água e sal. Dá para duas doses generosas.

Com a vinda das festas de Natal, voltei a fazer o bolo de amêndoa do outro post e arrisquei o Chesecake de Nutella da Nigella. O último foi um sucesso, embora eu não tenha adorado. É bom mas não é super.

Para o almoço de hoje fiz uma receita da Lucky Peach. É frango estufado com miso e shiitake. Faz lembrar o arroz de frango das mães e avós, cola ao fundo do tacho e sabe a frango a sério. Como não tenho nem uma rice cooker nem um dutch oven (Creuset, por que és tão careira?), fiz num tacho de fundo grosso com um testo (tampa, perdão) justinho porque não é suposto deixar sair vapor. É absolutamente maravilhoso, e simples de preparar (se tiveres os ingredientes em casa). A mesma revista tem uns artigos muito simples sobre ingredientes chave para cozinha asiática: Beginner's, Intermediate e CHAMPION (2016 goals)

Agora, tenho massa a levedar no forno. Estou a fazer uma coroa, uma espécie de pão doce, que vou rechear com uns doces que tenho ali no frigorífico. Amanhã faço bacalhau com broa para a mulher mais bonita do mundo.
Update: coroa n.º1, parece-se mais com um cérebro que uma coroa. Não está linda. A Coroa n.º2 já é mais promissora. A ver!

9.12.15

Fiz uma bolo de tâmaras na semana passada, com algumas alterações (como seria de esperar):
não tinha licor de laranja, substituí com sumo de laranja (como sugerido nos comentários). Por engano, submergi todas as tâmaras picadas no total de um copo de sumo de laranja e depois usei esse mesmo sumo no bolo. Não usei açúcar escuro (nem tinha melaço em casa) mas sim açucar amarelo de cana. Não fui tão generosa nem na noz-moscada nem no cravinho com receio que fosse demasiado dominador. E, naturalmente, usei as nossas nozes em vez das pecan. O resultado é impecável, um bolo húmido e algo denso (Ah!, usei farinha 55 do pingo doce), muito saboroso e não demasiado estranho.

E experimentei finalmente a massa com iogurte, cebola caramelizada e pecorino. Oh, maravilha!

Quero só lembrar um bolo que a Nocas fez, um red velvet (2 c. de cacau em vez de 1) com frosting de quark (em vez de mascarpone) e queijo creme. Três camadas de bolo, e frosting a intercalar. Coberto de framboesas e mirtilos. 

30.11.15

Jantar de hoje

Cortei meia abóbora manteiga (em cubos), uma curgete (em rodelas mais ou menos finas) e uma cebola (laminada). Dispus num tabuleiro anti-aderente de ir ao forno, reguei com um bocado de azeite, e temperei com (não me julguem!) curcuma, pimenta caiena, mistura de pimentas, harissa (em pó, não em pasta), sal e acho que foi só. Ah! Sumo de meio limão. Vão provando, fui generosa com a curcuma e a harissa. Assei, fui misturando volta e meia, até começar a torrar (caramelização!). Isto foi posto num tupperware e esquecido no frigo até hoje ao jantar.

Como a preguiça é quem manda, numa tigela pus 1/4 cup de couscous, um bocado de curcuma, pimenta de caiena e za'atar (só porque sim), sal, claro, misturei e juntei igual quantidade de água a ferver (água da torneira muito quente, vá). Tapar com um pratinho e esperar dois minutinhos. Misturar com os legumes, uma ou duas colheres de iogurte natural (tinha grego cá em casa), um bocadinho de sumo de limão e, se tivesse, um bocado de coentros. É um mimo para noites frias. Ao resto do iogurte que sobra basta juntar os frutos secos que começam a acumular na banca da cozinha, uma colher de mel, talvez uma pinguinha de extracto de baunilha e canela! Fruta fresca também seria uma adição.

26.11.15

Catching up muito rápido

Ando há dias a comer colheres de sobremesa de uma pasta de beterraba que o Hugo fez. Parece-me ser beterraba assada com mais qualquer coisa que eu não sei identificar, devo perguntar-lhe. Sei apenas que é o mundo numa colher, da cor mais linda que um alimento pode ter.

Na sexta-feira passada fiz um bolo de aniversário para uma amiga.Queria um bolo de chocolate que soubesse realmente a chocolate, e lembrei-me do livro do David Leibovitz. Fiz este bolo Gâteau Victoire que a menina aqui explica muito bem. Não sei bem porquê mas na altura usei 1/2 cup de natas e 1/4 cup de manteiga sem sal. E como não tinha Porto, usei Madeira. Não desiludiu. Dos melhores bolos de chocolates que já fiz (ao lado do de beterraba do Nigel Slater).

Hoje experimentei uma receita castiça que tinha guardado nos favoritos: Mixed Mushrooms Foil Yaki. Tem cogumelos, molho de soja e miso. Não havia possiblidade de falha. Usei cogumelos brancos (limpar com escova ou tirar a pele, água nem vê-la!) e shiitake re-hidratados. Não tenho sake em casa, ao invés usei vinho branco. Isto é muito, muito saboroso. A repetir.

17.11.15

Tive de puxar muito pela cabeça

para me lembrar do que cozinhei nos últimos meses (não foi muita coisa, confesso):

Vi o Ramsay a fazer boiled eggs and anchovy soldiers e o meu mundo parou, precisava disto. Esta receita é semelhante. O resultado foi delicioso. Ponham salsa também na manteiga, fica lindo. E usem manteiga sem sal!

Tostas de abacate, ovos mexidos (Rogue Method!) e sriracha, uma série de vezes.

Uma sopa de tomate e pão. Foi ok, não gosto das sementes de funcho que volta e meia uma pessoa trinca. Não adorei.

Repeti estas cenouras "steam-roasted" com cominhos que são as cenouras mais lindas que alguma vez cozinhei.

Por causa deste artigo, decidi tentar fazer cacio e pepe. Já o fiz duas vezes e ainda não consigo um molho cremoso. Usei comté e pecorino. Vou culpar o comté. Da próxima compro parmesão.

Comprei uma abóbora hokaido e assei-a com gochujang e sementes de sésamo. É muito picante mas bem bom!

Baked eggs with spinach and leeks. Isto sim, era um mimo. A repetir.

Fiz o cloud cake da Nigella. É muito bom! Falhei a bater as natas (sim, talharam e ficaram manteiga) mas, ainda assim, o bolo é maravilhoso!

Para uns hóspedes que por cá passaram, fiz um pound cake de laranja e maracujá. A receita é do David Leibovitz. Nota: não voltar a comprar polpa de maracujá enlatada, é uma merda, mas o bolo era bem simpático.

Um estufado de carne picada, espinafres e tortellini. Como não há cá "italian sausage", comprei um naco de vitela para estufar (e pedi que picassem no talho) e no refogado juntei uma mão cheia de chouriço de carne picadinho. Não sei porquê, isto deu-me uma quantidade estúpida de comida mas é mesmo saboroso. Usei os cantos de queijo que guardo no congelador, como a senhora lá sugere.

Fiz uma sopa:
2 cebolas médias em fatias
2 alhos
1 curgete média
3 batatas pequenas 
2 cenouras
1 abóbora menina
1 colher de sopa de pasta de tomate
Ttudo em cubos. Refogar a cebola e o alho por uns minutos, juntar a batata, cenoura e abóbora. esperar uns minutos até juntar a curgete e a pasta de tomate. Cobrir com água. Pôr sal. Deixar cozer até tudo se desfazer com a pressão de um garfo. Passar.

Fiz uma tarte/bolo de abóbora manteiga. Achei lindo, era óptima. Adorei espremer a abóbora com o pano de cozinha, senti-me mesmo uma cozinheira à séria.

Fiz um bolo de amêndoa com pequenas alterações: em vez de 1 1/2 cup de farinha AP, usei 1/2 de farinha de amêndoa e 1 de farinha de bolo (a velhinha Branca de Neve); em vez de crème fraîche usei iogurte grego natural na mesma quantidade; acrescentei 1 tsp de essência de baunilha. Ao juntar o açúcar com manteiga e iogurte, deixei a batedeira por 2 ou 3 minutos até ficar fofinho e branco e intercalei os ovos com 2 minutos, na velocidade máxima.

Fiz uma salada: assei couves de bruxelas (cortadas em metades) e cogumelos brancos (cortados em quartos) com um nico de azeite, vingare balsâmico, alho laminado, sal e pimenta. A couve deve ficar castanhinha, praí 20 minutos a 180ºC. Fiz um molho com 2 colheres de sopa de iogurte grego natural com um colher de chá de tahini, um bocado de sumo de limão, sal e pimenta. Lavei um bocado de rúcula, pus um nico do molho e misturei com as mãos. Pus os cogumelos e as couves por cima, e cozi um ovo por 5 minutos (até a clara ficar cozida e a gema líquida). Deitei o resto do molho por cima dos legumes e não resisti a 1 colher de mostarda de Munique que fez maravilhas nisto aqui.

11.8.15

Bolos e soba noodles.

Quase dois meses sem cá escrever. Estadias prolongadas das mulheres mais bonitas que conheço, um festival de verão em terras minhotas e uma preguiça extrema para matérias de cozinha, tudo isto resultou numa ausência de quase de dois meses.

 Por mais que as tenha lavado, as minhas mãos teimam em cheirar a cravinho. Estive a fazer um bolo de pêssego (que estará pronto dentro de 10/15 minutos). O bolo é este, simples (o Verão assim o pede) e fragrante. Como é habitual, fiz pequenas alterações à receita: ao contrário das senhoras do Food52, eu descasquei os pêssegos (a acidez da casca incomoda-me). Não tinha noz-moscada para juntar aos pêssegos (cá entre nós, o frasco estava fora de prazo a um ponto vergonhoso) e em vez disso usei canela, gengibre seco moído e cravinho (não me perguntem as quantidades, foi a olho, mas asseguro-vos que o cravinho foi um nadinha). No fim de misturarem tudo o que é ingrediente não-seco, a mistura vai talhar. Não se preocupem, juntem os ingredientes secos e tudo retomará ao normal. Acabei de tirar o bolo do forno e parece-me promissor!

Ontem à noite decidi cozinhar só para mim. Fiz soba noodles com sementes de sésamo, legumes ralados e shiitake. A receita é esta. Os legumes que usei foram: couve-rábano e cenoura ralados, pimento verde fatiado e uma malagueta verde picada finamente. Usei limão em vez de lima e, como não sou rica, usei shiitake secos quqe tinha no armário (estes foram hidratados em água muito quente, fatiados e praticamente fritos em azeite até ficarem bem crocantes). Estava um mimo e eu quis dar um abraço a mim própria como gesto de gratidão.

Os soba noodles. Acho-os lindos e, por isso, merecedores de uma foto.

Cá está a minha versão da sesame noodle salad. Sem legumes congelados do Pingui.


Na quarta-feira passada, quando o meu computador teve um AVC, fiquei também eu perto de sofrer um e pensei cá para mim "Matilde, precisas de um bolo". Sem manteiga em casa e com um desejo doido por chocolate, depositei toda a esperança na internet. A Nigella, essa Deusa, salvou-me o dia (aliás, salvou os vários dias em que andei a comer isto): um bolo de azeite, chocolate e farinha de amêndoa. Bom, logo no primeiro passo em que era suposto obter uma "almost paste" com chocolate e água fervente, a coisa estava mais próxima de água com chocolate que propriamente uma "pasta". Com fé em Deus e total ausência de bom senso, dupliquei o chocolate em pó e ainda juntei um resto de chocolate negro que tinha já aberto. Agora sim, temos uma "almost paste". Como não tinha farinha de amêndoa, arrisquei 120g farinha de avelã e 30g de farinha Branca de Neve. Ah!, não tinha bicarbonato de sódio em casa, por isso, foi omitido. O horóscopo deste mês apregoa um mês maravilhoso para o signo de Touro e este bolo é prova disso. Servi com gelado de baunilha.

Como podem imaginar, depois disto estava bastante mais calma.

28.6.15

Para não mais esquecer o que acabei de jantar (ou como quando o que tens no frigorífico parece combinar de forma quase esotérica).

Estes dias cozi arroz preto tailandês (lavei 3 vezes, deixei-o de molho ON, cozi com rácio 1:2 de água) e guardei num tupperware. Assei curgete com azeite, sal e pimenta, e pus também num tupperware. Fiz aquele vinagrete do tomate cereja e, sim, tupperware. Bom, e com isto começou a surgir a salada:

o arroz era aborrecido, tinha um frasco de tahini aberto e comprei miso estes dias. Misturei praí 2 c. sopa de tahini com 1/2 c. sopa de miso vermelho e 1 c.sopa de sumo de limão. Temperei com pimenta preta (isto é já bastante salgado de si) e, depois de misturado, dissolvi com água. Juntei um bocado deste molho ao arroz e deixei a repousar. 
No prato, o arroz com salada daquelas misturas do pingo doce, um bocado do vinagrete de tomate, mais curgete assada, algumas azeitonas. Duas fatias de queijo de chèvre e chutney de pimento (tão bom!) por cima. Umas gotinhas de limão por ciam de tudo e ta-dan!


21.6.15

Para além de saladas e frango assado e ovos de todas as formas, fiz coisas novas:

os meus primeiros popsicles de iogurte e morangos assados. Em vez do iogurte grego magro, usei 4 iogurtes naturais que deixei a drenar uma noite inteira, e um pouco de açúcar com baunilha juntamente com o mel;

um bolo de cenoura, laranja e limão, azeite e farinha de milho (polenta). Usei Porto em vez do Marsala. Bem bom!

Fiz uma galette de cerejas e Porto: usei um resto de massa desta, com buttermilk, que congelei de uma das vez que fiz tarte de limão e merengue. O recheio foi cerca de 200g de cerejas sem caroço misturadas com açúcar, farinha, um bocado de Porto e uma pitada de sal. Antes de ir ao forno, pincelei a massa com ovo. O resultado foi este:















O que tenho em separadores abertos:
Cure egg yolks
Salada de rúcula, beterraba, quinoa e abacate, com sementes de abóbora
Salted Chocolate Chip Cookies
Strawberry Coconut Ice Pops
Cherry Tomato Vinagrette
Eton Mess: morangos (ou fruta da época), natas e pequenos suspiros.

1.6.15

Catching up...

Cá por casa, o que se come tem como como denominador comum rapidez. Saladas preparadas de manhã, sem qualquer respeito por regras de conduta culinária. Omoletes amanhadas às 23h para alimentar os demais que por cá aparecem. Tostas com abacate, legumes assados e kimchi. Uma ou outra aventura mais demorada (como preserved lemons ou os tais ovos em marinada de molho de soja).

De tudo isso, alguns destaques:
Sweet and Spicy Korean Cauliflower: esta coisa de cheiro pestilento quando cozida, a couve-flor, pela qual nunca dei um chavo, transforma-se quando sujeita ao inferno do forno (e do picante). 
Stir Fried Bean Sprouts with Asian Chives: isto foi uma surpresa. No supermercado chinês da República, 35cents um molho gigante cebolinho e 1€ o saco de rebentos. Molho de soja e um óleo com alto ponto de fumo (óleo fula!), alho, pimenta e nada mais. É ridiculamente simples e saboroso!
Fresh cherry cake with a hint of cinnamon: na semana passada tive um picnic. No dia anterior fiz uma travessa gigante de brownies com glacé. Eu empenhei-me, untei a forma com amor e dedicação, polvilhei a farinha uniformemente e o filho da mãe do brownie colou-se-me toda à porra da forma (em minha defesa, não tinha papel vegetal em casa e estava igualmente esgotado tanto no Pingui como no Mini Preço). Cheguei a casa à 1h da manhã, tentei desenforma-lo e, bom, desfez-se tudo. Ainda pensei em cake pops ou cupcakes (usando o bolo desfeito) mas não tinha ingredientes para frosting. Eram 2h da manhã e eu sem consgeuir dormir a pensar no picnic do dia seguinte para o qual teria NADA. Pesquisando na internet, cheia de sono, encontrei esta receita! Salvou o meu mundo, é um bolo mimoso, simples, pouco doce e maravilhos de um dia para o outro (como tudo o que é bolo com fruta sumarenta). No meio disto aprendi como se tiram caroços de cereja com uma garrafa e um chopstick. 
Salada de lentilhas da qual me aborreci ao longo da semana. Era boa mas não é o meu mundo.
E peitos de frango sempre perfeitos.

P.S. O brownie não foi para o lixo, está no congelador prontíssimo para apetites de meia-noite.

17.5.15

Para o jantar de domingo, espetadas de frango com Sambal Oelek. Um tanto picante (1 copo de sambal e 1/4 de sriracha)  mas é óptimo!

A fazer esta semana:
Lulas super rápidas
Momofuku's Soy Sauce Eggs 
Zingy red sauce
Almond chia pudding, iogurte com chia. Eu sei que já venho tarde com estas coisas da chia mas não quero saber!

13.5.15

Coisas feitas:
Richard Olney's Chicken Gratin
Pimento Cheese Soufflé
e uma série de legumes assados que têm sido a salvação das minhas refeições de tupperware.

Coisas a fazer:

Meg's marinated mushrooms (um repost  para não me esquecer)
Herby marinated mushrooms
Za'atar Deviled Eggs

22.3.15

Venho só partilhar duas receitas que fiz no fim-de-semana:

uns bolinhos de limão que ficam na orla dos soufflés: a receita é generosa na quantidade, precisei de 4 ramequins e uma travessinha para comportar a massa toda.
pavlova com um xarope de mirtilos e brandy (usei kirsch). E desta tenho foto (embora fosse já a mais de meio)!


15.3.15

Almoço preguiçoso de domingo.

2 fatias de pão de forma de sementes tostadas, barradas com Philadelphia. Num dos pães, barrei ainda mostarda antiga, cobri com cornichons fatiados e uma fatia de fiambre de frango fumado, e ainda lascas de grana padano. Na outra, barrei uma colher de pesto à la genovese, pus também o fiambre e uns 3 ovos de codorniz laminados. Temperei com sal e pimenta moída na hora. Sobremesa? Binini!

9.3.15

Experimentei, pela primeira vez, overnight oats. Segui isto aqui com algumas diferenças: usei vagem de baunilha em vez de extracto (o equivalente a meio dedo indicador), pus canela, açúcar baunilhado em vez do agáve. Gosto disto, faz lembrar leite creme por causa do canela e limão.

Para jantar, também dei azo a coisas novas: "arroz" de couve-flor (que afinal não é tão mau quanto pensava; cozi em caldo de galinha que sobrou do fim de semana, é satisfatório quando servido com coisas com muito molhinho e sabor) e caril de frango (sim, é raríssimo fazer caril, esta deve ter sido a terceira vez na minha vida). No caril, usei o peito de um frango assado que tinha congelado. Para sobremesa, e sentindo-me fancy, fatiei uma laranja (ou como dizem nos restaurantes "carpaccio") carregadinha de sumo (o prato ficou inundado) e cobri com cajú, avelãs, nozes e lascas de coco (tudo isto na frigideira bem quente, deitei praí 3 colheres de chá de leite de coco que sobrou do caril e deixei tostar).

8.3.15

Fim-de-semana

Ontem passei a tarde (e início de noite) na cozinha a ouvir o Benji e a cantar com o Mark. Fiz uma gigante tarte de frango (e 3 minis que foram para a vizinha), e duas tartes de limão e merengue.  Como agora tenho um smartphone, já é obrigação partilhar estas pequenas alegrias da vida com os demais desconhecidos (e, como toda a gente faz, só vou mostrar a papinha bonita e não a cagada que ficou na minha cozinha).








Hoje, peguei na posta de bacalhau fresco que estava no frigorífico, fiz dois lombos e saiu isto: tomate, alcaparras, azeitonas, vinho e manjericão. 

E lembrar-me do quão lindo é assar alho francês!