22.8.16

BOLOS E COISAS

então, primeiro, começo com duas sopitas, uma de tomate e ovos escalfados e outra adaptada a partir daqui (é de curgete, muito alho, e caldo de galinha. Usei alho francês em vez/com cebola e sai muito bem).
depois das papinhas, salada de pepino e rabanete com um molho de iogurte e harissa, um macarrão com queijo para me livrar dos queijos todos cá de casa, uma tarte de espargos e pecorino, e um caril tailandês que irei fazer mais logo.

quanto a bolos,

Tarte de pêssegos com crpsta de côco e amêndoas (sem farinha)
Upside down cake (fiz com alperces)

Coconut Cream Cake with Peaches
Cherry Cake
Maravilha de tarte de limão (usa limões inteiros, muito simples, no entanto, é aconselhável tirar a parte branca da casca de limão)
Fruit Upside-Down Cake (usei ameixas muito amargas que cozi em água adoçada com xarope simples, aromatizada com hibiscus e pau de canela, e ainda um pouco de licor de ameixa)
Gluten-free raspberry and polenta cake
Bolo de banana da Saveur (JÓIA DE RECEITA)

Watermelon, Feta and Black Olive Salad
Estas tostas de nectarinas e queijo Sopa de Beldroegas da Teleculinária
Frango com grão e funcho (não tinha paprika fumada, juntei chouriço)
Salada de Beterraba e Laranja
Esparguete com molho de Beterraba
Cold Peanut Sesame Noodles (TAMBÉM JÓIA)
White Bean Dip
Estas migas de broa, couve e feijão, uma maravilha

12.5.16

Mais um exercício de memória para tentar lembrar-me do que andei a cozinhar nos últimos tempos. Começando pelos mais recentes:

Rhubarb Torte: bolo mais fail dos últimos meses. Nada, nada, como o da foto. O sabor era ok, sabia a manteiga, açúcar e ovos. Não aconselho...
Espargos com limão, laranja e pancetta (embora eu tenha usado bacon ahah). Uma delícia, e não deixa a cozinha em pantanas. Tudo de bom, portanto. 
Jap Chae: fiz para saciar esfomeados num jantar de aniversário. Relativamente fácil de preparar (tivesse eu um robot de cozinha e seria tão mais fácil, fazer juliana é um teste à paciência. No final, vale a pena, é mesmo bom, toda a gente ficou feliz e contente, e com vontade mais (melhor elogio para qualquer cozinheiro).
Orbit Cake do David: numa relação qualidade/trabalho, este bolo é 10 em 10. Façam, façam.
Tortellini com ervilhas e estragão: no outro dia a Sara estava a comer tortellini e eu fiquei com desejos. Fiz isto, aproveitando o estragão que tinha comprado no mercado. Era muito bom, repeti dois dias seguidos. à segunda vez, espremi sumo de limão por cima e juntei-lhe um ovo escalfado, como não?
Hambúrgueres de frango com ervas, e aioli. Já tinha feito isto há um par de anos, a minha mãe gostou muito na altura. Voltei a repetir e são realmente muito bons, Desta vez consegui fazer o aioli, fiquei tão contente!
Batatas com za'atar. Não há muito onde falhar, eram óptimas!
Coconut layer cake: fiz quatro bolos à conta deste (são 4 camadas). Definitivamente o maior que fiz, um dos mais trabalhosos, e também um dos mais despontantes. Não irei repetir, é mais fogo de visto que outra coisa. Seco, demasiado manteiga, pouca calda. Não era baby.

15.4.16

O que andei a cozinhar no último mês

Então, estive na Suíça, lá com as vaquinhas, com a neve, com o "caneco, mas esta gente nunca está stressada?". Comi pela primeira vez rösti (ao fim de quase 5 anos a lá ir, já era tempo!) e um bife de vaca feliz (será que a Vaca que Ri alguma vez pensou em dedicar-se à venda de bifes?) na ardósia quente com molhos Heinz (isto sou eu desiludida). Comi 104892 iogurtes diferentes, queijos e gelados. Ir à Suíça é sinónimo das férias do lacticínio.

Bom, cozinhei um bocadinho para a Mãe e para o C. Primeiro, tentei salvar quase meio kilo de cogumelos meio defuntos e queijo bolorento: Mushroom Marsala Pasta Bake. Não tinha Marsala, como seria de esperar, e usei um resto de Porto que a minha Mãe tinha no armário. Dias depois fiz um bolo que tinha nos favoritos há praí 1 ano: bolo de amêndoa e côco. A minha Mãe e o C. gostaram muito, eu achei um bocadinho gorduroso demais. Experimentei também uns cogumelos recheados com ricotta, o risotto do costume, e uns pimentos assados com burrata. 

De volta a Portugal, passei mais duas semanas sem mexer em tachos. Ter hóspedes é sempre razão para "hey, vamos comer fora!". Das vezes em que me portei bem, e cozinhei algo além de pizza do Pingui, fiz o seguinte:

Gratinado de Espinafres
Ovos com cogumelos e Gruyère
Rao's Meatballs
Bolinhos de batata doce e grão-de-bico
Puré de batata doce e leite de côco
Curgetes marinadas (isto é muito lindo)

17.3.16

Hummus

Só para não me esquecer, este artigo explica como se consegue um hummus de textura super cremosa e com um sabor a alho presente mas não dominante.

4.3.16

Out of the blue, fiz um caril. Usei esta receita com grão-de-bico (1 lata pequena), couve-flor (1/3 de um pé), batata doce (1/2, em vez da batata), espinafres (foi a olho) e tomate (uma lata pequena). Infelizmente, fui descuidada e verti uma lata inteira de leite de coco. Para salvar, dupliquei a quantidade de masala, generosa na curcuma, mais pimenta caiena. Ainda não satisfeita, uma colher de sopa de gochujang (pasta picante). Só provei no dia seguinte e fiquei satisfeita, estava vivo mesmo sabendo muito a leite de coco.
Hoje, farta do caril, fiz uma salada com hijiki, uma alga toda gira. A receita é esta: leva cenoura, cogumelos e alho francês. Simples mas muito saborosa. Comi com um ovo mal cozido e umas gotas de sriracha.

Tenho de comprar perninhas de frango para prepara-las com gochujang (e ver se dou conta do pote que tenho no frigorífico).
Para gastar a couve-flor: Pan-roasted cauliflower ou assada com cominhos e coentros.
Para despedir-me dos brócolos já em fase terminal: Assados com alho assado e vinagrete de mostarda.

29.2.16

Depois do pão de batata doce (que sabe mais a bolinho que outra coisa), fiz hoje outro de farinha de amêndoa e linhaça (fiz a versão antiga). Estou também curiosa por este de banana e este coffee cake. Ah, encontrei entretanto outra receita de mais um pão sem trigo:

110g Farinha de coco
50g Sementes de linhaça dourada moída
250ml Água (ou mais)
5 Ovos XL
50ml de azeite (ou óleo de coco, ou até mesmo manteiga)
2 Colheres de sopa de Mel (opcional)
1 Colher de chá de vinagre de sidra
1 Colher de chá de bicarbonato de sódio ou fermento para bolos

A massa tem que ficar grosseira e não muito líquida, tem que conseguir escorrer do recipiente para a forma.
- Bater os ovos e juntar os ingredientes na ordem da receita e mexer até conseguir uma massa homogénea.

- Se a massa começa a ficar muito seca e dura adicionar mais água até conseguir uma massa consistente não tão líquida como a massa de um bolo mas não tão dura como para moldar.

- Untar uma forma de bolo inglês com óleo de coco e polvilhar com farinha de coco. Usei uma de silicone e não é necessário untar.

- Verter a massa na forma e colocar no forno pré-aquecido a 170º durante 40 a 50 minutos ou até furar com um palito e este sair seco. (não abrir o forno até os primeiros 30 minutos de cozedura)

- Deixar arrefecer na forma durante uma hora pelo menos.


Acabei por fazer este ceviche com peixe gato congelado (eu sei, não é o melhor e possivelmente ficará muito aquém de um peixinho fresco mas é segunda-feira, é o melhor que posso fazer), comi com abóbora menina assada.

De olho nesta salada de pepino asiática e nesta de couve e folhas Nori com molho de sésamo e miso.

28.2.16

Private cook

Primeiro de tudo, quero dizer-vos que escrevo isto ao som da Tina Turner. Acho importante deixar isto escrito.

Fiz uma daquelas tartes de vegetais dos sites de caca onde apresentam as receitas com vídeos. Claramente as pessoas não querem ler, para quê? Em minha defesa, fiz isto porque só tinha uma curgete, duas cenouras, duas batatas. Em vez de crosta de tarte, fiz puré de batata com aquelas duas batatinhas, 1 ovo, sal e pimenta. Espalhei na base da tarteira (mesmo à justa) e foi ao forno a tostar. Quando pronta, cobri o fundo com requeijão e mostarda dijon, uns temperos (já não me lembro), e enrolei, enrolei, enrolei tirinhas infinitas de legumes. O resultado é visualmente bonito mas, meh. É okay. Não diria excelente. O expectável vindo de um destes sites de receitas com vídeos (sim, tenho-lhes asco).

Dias mais tarde, empenhada em cozinhar para três pessoas sem ter de ir ao supermercado, voltei ao tão familiar risotto. Fiz caldo (carcaça de frango assado, uma cebola em quartos, pedaços de cenoura, dentes de alho, parte verde do alho francês, uma casca de queijo, temperos) mas lamento ter-lhe adicionado vinho, acho que o sabor deste tornou-se demasiado dominante no final. Não voltes a esbanjes no álcool, Matilde. De sobremesa fiz sericaia pela primeira vez. Estreei o prato de barro gigantesco que comprei na feira, disse adeus a 12 ovos e fui à vizinha pedir leitinho. É delicioso. Leite creme versão soufflè, é nisso que consiste sericaia.

Na segunda-feira fiz um estufado de frango e cogumelos secos, seguindo uma receita do Silver Spoon. Não achei lindo. Usei porcini, chanterelles e mais uns dos quais já não me recordo. De alguma forma, o sabor ficou meio amargo. Juntei natas (não pedia na receita), não melhorou grande coisa. Esta não é para repetir...

Fiz um ratatouille com o que tinha em casa: uma curgete grande, uma beringela média, pimenta assados (dos de frasco), uma cebola roxa, uma lata de tomate inteiro (400g). Usei tomilho e bouquet garni no estrugido, juntamente com uma mão de azeitonas (e praí sete alcaparras) picadas, e ainda uma colher de sopa de pasta de anchovas. Usei vinagre balsâmico em vez do de vinho. Da primeira vez, comi assim simples, da segunda juntei uns restos do estufado de frango e cogumelos.

 Continuo a depender em ovos mexidos com abacate para salvar refeições, bem com na salada de pepino e abacate da Deb (Smitten Kitchen).

Vou agora fazer um pão de batata doce e farinha de coco, espero que corra bem. E estou de olho nesta couve-flor: Charred Cauliflower with Toasted Bread Crumbs, Cornichons and Parsley. 

Tentar fazer estas duas:
Chicken Korma
Ceviche (ou este)

9.2.16

Hoje é feriado, fiz o tacho

Como seria de esperar, não fiz saladas para acompanhar o salmão que sobrou. Pôr um pepino a suar com sal durante 30 minutos quando estás cheia de fome é impraticável. Tinha no frigorífico uma penca  cozida, temperei-a com um fio de azeite, vinagre, alcaparras lá para o meio e pimenta. O salmão foi lascado e regado com sumo de limão. Papei. Sem ter de suar pepinos.

Hoje é o dia mundial da panqueca (li na internet) e, ta-dan, fiz panquecas. Fui apenas ao Google e usei esta receita onde muita gente botou like e estrelinhas (sempre um bom indicativo). Panqueca de banana: usei duas bananas da Madeira, bem maduras, juntei também canela e extrato de baunilha. Servi com mel, manteiga, e amêndoas e coco tostados.
Enquanto isso caramelizei praí 6 ou 7 cebolas com o meio funcho que sobrou do outro dia. Servirá agora para o meu jantar e para mais algumas coisas ao longo da semana.

Comprei hoje um robalo lindinho de meio kg ali no Pingui e lembrei-me de fazer peixinho ao sal! Recorri de novo ao Google e, desta vez, ao Henrique Sá Pessoa. Fiz a pasta de azeitonas, com uma mãozinha de alcaparras e um nico de pasta de anchovas. Vrum no 1,2,3 e misturei com o sal. Em vez do tomilho no interior do peixe, usei salsa que tinha congelada (sim, tenho muita tralha no congelador) e fiz ali o montinho de sal como no vídeo. A estimativa de 20 minutos por kg de peixe aplica-se também a meio kilinho (abrir o monte de sal e ver o peixe ainda cru é triste...).Comi o peixinho acompanhado pela cebola caramelizada, com azeitonas, mozzarella (como fez aqui a Sanda). De sobremesa, ando a comer o iogurte de coco da alprosoja que, ai, é tão bom.

7.2.16

Tá lá? Janeiro?

O Janeiro de 2016 desapareceu de vista. Metade do mês passado fora. Em Barcelona o highlight foi ter comido um tamale (sim, tão pouco entusiasmante) e na Suíça levei a mãe a um restaurante coreano (de onde trouxe quase meio kg de gochugaru oferecido pela cozinheira). Dei por mim a comprar condimentos no supermercado apenas por serem bonitos (Dayong, El Tigre). Cheguei ao Porto e voltei à cozinha. Os soba não chegaram a acontecer. Aconteceram outras coisas. Limpei o frigorífico, encontrei folhas nori expiradas há 2 anos (e caí no erro de as provar, não foi a coisa mais inteligente para se fazer...) e disse adeus a compotas com mais fungo que doce.

Agora, o importante, o que andei a cozinhar:
Pernas de frango com tomate e umas especiarias (canela, cominhos). Consegui gastar 1kg de tomate coração-de-boi congelado no fim do Verão!
Notas: usei cominhos moídos porque detesto trincar sementes de cominhos; não havia vinho tinto em casa (!), usei vinagre de frutos vermelhos, vinagre balsâmico e um bocado de Madeira (sim, eu estava em modo fuck the police) com uma colher de chá de açúcar; juntei alho francês porque só tinha uma cebola (embora reconheça que isto não faça muito sentido).
No dia seguinte, estufei uma abóbora menina e duas curgetes (refogado de cebola laminada com azeite e uma colher de sopa de pasta de anchovas, depois tomilho e alho, os legumes em rodelas/cubos, meio kg de tomate cherry que ficou esquecido no frigorífico durante a minha ausência, um bocado de caldo de galinha). Desfiei o frango do dia anterior e juntei tudo, estes legumes ao frango com a molhenga. No dia seguinte, estava lindo a apetitoso. Comi assim sim ou com abacate aos cubos, sumo de limão e sriracha.
Jacques Pépin's Pan-Crisped Deviled Egg Salad (os títulos em inglês são tão mais apetitosos). Super fancy.
Slow-roasted Salmon with Fennel, Citrus and Chiles.
Nota: prestar atenção ao tempo para que da próxima fique mal passado. A vantagem disto é dar-me ao luxo de fatiar salmão e comê-lo cru enquanto preparo as coisas. A sobras de salmão irão acompanhar pepino e abacate, ou alface e um molho de limão e alcaparras.

A fazer:
Funcho, alho-francês e laranja caramelizada (sem o polén e sem o Pernod, a ver se arranjo algo para substituir),
Fricassé de beringela do Silver Spoon,
Curgete com basílico e menta,
Vaca e kimchi (porque 2016 vai ser o ano em que faço kimchi),
e este ananás grelhado do Nigel.

8.1.16

Com o fim das festas e a vinda do novo ano, virei-me para os vegetais. Estive também em limpezas e fui dando conta dos diferentes tipo de arroz, massas, grãos e sementes que se vão acumulando na despensa. É uma missão para o início do ano, esvaziar a depesna (e comer arroz um ano fora de prazo).
Bom, gastando legumes, fiz sopa de couve-flor e coentros (1 batata média, uma couve-flor de cerca de 1kg,  meia chávena de ervilhas, 1 dente de alho, um molho de coentros e outro de salsa, scallions que pediam para ser gastos, e creio que foi só). Ao servir, espremo sempre um pouco de sumo de limão para avivar a sopa, um fio de azeite, pimenta moída na hora.

Assei grão de bico: passei por água uma lata de grão de bico, deixei escorrer e estendi-o na travessa. Sequei com algumas folhas de papel de cozinha e deixei-o ficar. Numa taça, misturei 1/2 colher de sopa de azeite, uma colher de sopa de curcuma, outra de garam masala, um nadinha de cominhos, sal e pimenta. Nesta taça voltei a colocar o grão, cobri-o com os temperos, foi ao forno a 200ºC praí 30 minutos (não me recorco bem, é ir vendo). Assei também abóbora e curgete seguindo o mesmo esquema.

Esta semana decidi cozinhar um bocado de arroz preto: pu-lo de molho ao longo de um dia (estava em casa por isso podia ir mudando a água) e à noite cozi-o. A proporção foi 1 copo de arroz (antes de demolhar) para 2 de água. Pus também um alho. À água a ferver com sal, juntei o arroz e o alho, e deixei praí 10/15 minutos, não sei ao certo. Na dúvida, basta ir à internet.

Com isto fui fazendo pequenas taças de arroz e legumes, às vezes com folhas de rúcula ao barulho, mais ou menos limão, salsa ou coentros, um dia pus um ovo, outro dia arrisquei com sriracha. Hoje assei mais brócolos e fiz um molho de tahini e miso, como sugere aqui a Deb.

Nos proximos dias vou acabar com o resto de soba noodles que está na despensa. A ver!


18.12.15

Estive doente.

Uns dias metida em casa, voltei aos tachos e fiz Braised Red Cabbage sugerida pela Sako. Juntei uma flor de anis às especiarias sugeridas. Ao segundo dia sabe melhor, a acidez do vinagre não é tão dominante.
Aproveitei e fiz arroz integral. Do arroz que sobrou, comi-o com espinafres salteados com sal, azeite e pimenta, misturei com ajvar e depois passei tudo na frigideira com um ovo e um bocado de curcuma. Curiosamente, esta mixórdia funcionou.

Fiz uma sopita boa, vou apontar os rácios (porque nas sopas, tal como nos bifes e na caldeirada de peixe, sou uma verdadeira naba e preciso guardar os sucessos):
1 cebola, 1 curgete média, 1 cenoura grandita, 1 chávena de ervilhas, meio alho-francês. Água e sal. Dá para duas doses generosas.

Com a vinda das festas de Natal, voltei a fazer o bolo de amêndoa do outro post e arrisquei o Chesecake de Nutella da Nigella. O último foi um sucesso, embora eu não tenha adorado. É bom mas não é super.

Para o almoço de hoje fiz uma receita da Lucky Peach. É frango estufado com miso e shiitake. Faz lembrar o arroz de frango das mães e avós, cola ao fundo do tacho e sabe a frango a sério. Como não tenho nem uma rice cooker nem um dutch oven (Creuset, por que és tão careira?), fiz num tacho de fundo grosso com um testo (tampa, perdão) justinho porque não é suposto deixar sair vapor. É absolutamente maravilhoso, e simples de preparar (se tiveres os ingredientes em casa). A mesma revista tem uns artigos muito simples sobre ingredientes chave para cozinha asiática: Beginner's, Intermediate e CHAMPION (2016 goals)

Agora, tenho massa a levedar no forno. Estou a fazer uma coroa, uma espécie de pão doce, que vou rechear com uns doces que tenho ali no frigorífico. Amanhã faço bacalhau com broa para a mulher mais bonita do mundo.
Update: coroa n.º1, parece-se mais com um cérebro que uma coroa. Não está linda. A Coroa n.º2 já é mais promissora. A ver!

9.12.15

Fiz uma bolo de tâmaras na semana passada, com algumas alterações (como seria de esperar):
não tinha licor de laranja, substituí com sumo de laranja (como sugerido nos comentários). Por engano, submergi todas as tâmaras picadas no total de um copo de sumo de laranja e depois usei esse mesmo sumo no bolo. Não usei açúcar escuro (nem tinha melaço em casa) mas sim açucar amarelo de cana. Não fui tão generosa nem na noz-moscada nem no cravinho com receio que fosse demasiado dominador. E, naturalmente, usei as nossas nozes em vez das pecan. O resultado é impecável, um bolo húmido e algo denso (Ah!, usei farinha 55 do pingo doce), muito saboroso e não demasiado estranho.

E experimentei finalmente a massa com iogurte, cebola caramelizada e pecorino. Oh, maravilha!

Quero só lembrar um bolo que a Nocas fez, um red velvet (2 c. de cacau em vez de 1) com frosting de quark (em vez de mascarpone) e queijo creme. Três camadas de bolo, e frosting a intercalar. Coberto de framboesas e mirtilos. 

30.11.15

Jantar de hoje

Cortei meia abóbora manteiga (em cubos), uma curgete (em rodelas mais ou menos finas) e uma cebola (laminada). Dispus num tabuleiro anti-aderente de ir ao forno, reguei com um bocado de azeite, e temperei com (não me julguem!) curcuma, pimenta caiena, mistura de pimentas, harissa (em pó, não em pasta), sal e acho que foi só. Ah! Sumo de meio limão. Vão provando, fui generosa com a curcuma e a harissa. Assei, fui misturando volta e meia, até começar a torrar (caramelização!). Isto foi posto num tupperware e esquecido no frigo até hoje ao jantar.

Como a preguiça é quem manda, numa tigela pus 1/4 cup de couscous, um bocado de curcuma, pimenta de caiena e za'atar (só porque sim), sal, claro, misturei e juntei igual quantidade de água a ferver (água da torneira muito quente, vá). Tapar com um pratinho e esperar dois minutinhos. Misturar com os legumes, uma ou duas colheres de iogurte natural (tinha grego cá em casa), um bocadinho de sumo de limão e, se tivesse, um bocado de coentros. É um mimo para noites frias. Ao resto do iogurte que sobra basta juntar os frutos secos que começam a acumular na banca da cozinha, uma colher de mel, talvez uma pinguinha de extracto de baunilha e canela! Fruta fresca também seria uma adição.

26.11.15

Catching up muito rápido

Ando há dias a comer colheres de sobremesa de uma pasta de beterraba que o Hugo fez. Parece-me ser beterraba assada com mais qualquer coisa que eu não sei identificar, devo perguntar-lhe. Sei apenas que é o mundo numa colher, da cor mais linda que um alimento pode ter.

Na sexta-feira passada fiz um bolo de aniversário para uma amiga.Queria um bolo de chocolate que soubesse realmente a chocolate, e lembrei-me do livro do David Leibovitz. Fiz este bolo Gâteau Victoire que a menina aqui explica muito bem. Não sei bem porquê mas na altura usei 1/2 cup de natas e 1/4 cup de manteiga sem sal. E como não tinha Porto, usei Madeira. Não desiludiu. Dos melhores bolos de chocolates que já fiz (ao lado do de beterraba do Nigel Slater).

Hoje experimentei uma receita castiça que tinha guardado nos favoritos: Mixed Mushrooms Foil Yaki. Tem cogumelos, molho de soja e miso. Não havia possiblidade de falha. Usei cogumelos brancos (limpar com escova ou tirar a pele, água nem vê-la!) e shiitake re-hidratados. Não tenho sake em casa, ao invés usei vinho branco. Isto é muito, muito saboroso. A repetir.

17.11.15

Tive de puxar muito pela cabeça

para me lembrar do que cozinhei nos últimos meses (não foi muita coisa, confesso):

Vi o Ramsay a fazer boiled eggs and anchovy soldiers e o meu mundo parou, precisava disto. Esta receita é semelhante. O resultado foi delicioso. Ponham salsa também na manteiga, fica lindo. E usem manteiga sem sal!

Tostas de abacate, ovos mexidos (Rogue Method!) e sriracha, uma série de vezes.

Uma sopa de tomate e pão. Foi ok, não gosto das sementes de funcho que volta e meia uma pessoa trinca. Não adorei.

Repeti estas cenouras "steam-roasted" com cominhos que são as cenouras mais lindas que alguma vez cozinhei.

Por causa deste artigo, decidi tentar fazer cacio e pepe. Já o fiz duas vezes e ainda não consigo um molho cremoso. Usei comté e pecorino. Vou culpar o comté. Da próxima compro parmesão.

Comprei uma abóbora hokaido e assei-a com gochujang e sementes de sésamo. É muito picante mas bem bom!

Baked eggs with spinach and leeks. Isto sim, era um mimo. A repetir.

Fiz o cloud cake da Nigella. É muito bom! Falhei a bater as natas (sim, talharam e ficaram manteiga) mas, ainda assim, o bolo é maravilhoso!

Para uns hóspedes que por cá passaram, fiz um pound cake de laranja e maracujá. A receita é do David Leibovitz. Nota: não voltar a comprar polpa de maracujá enlatada, é uma merda, mas o bolo era bem simpático.

Um estufado de carne picada, espinafres e tortellini. Como não há cá "italian sausage", comprei um naco de vitela para estufar (e pedi que picassem no talho) e no refogado juntei uma mão cheia de chouriço de carne picadinho. Não sei porquê, isto deu-me uma quantidade estúpida de comida mas é mesmo saboroso. Usei os cantos de queijo que guardo no congelador, como a senhora lá sugere.

Fiz uma sopa:
2 cebolas médias em fatias
2 alhos
1 curgete média
3 batatas pequenas 
2 cenouras
1 abóbora menina
1 colher de sopa de pasta de tomate
Ttudo em cubos. Refogar a cebola e o alho por uns minutos, juntar a batata, cenoura e abóbora. esperar uns minutos até juntar a curgete e a pasta de tomate. Cobrir com água. Pôr sal. Deixar cozer até tudo se desfazer com a pressão de um garfo. Passar.

Fiz uma tarte/bolo de abóbora manteiga. Achei lindo, era óptima. Adorei espremer a abóbora com o pano de cozinha, senti-me mesmo uma cozinheira à séria.

Fiz um bolo de amêndoa com pequenas alterações: em vez de 1 1/2 cup de farinha AP, usei 1/2 de farinha de amêndoa e 1 de farinha de bolo (a velhinha Branca de Neve); em vez de crème fraîche usei iogurte grego natural na mesma quantidade; acrescentei 1 tsp de essência de baunilha. Ao juntar o açúcar com manteiga e iogurte, deixei a batedeira por 2 ou 3 minutos até ficar fofinho e branco e intercalei os ovos com 2 minutos, na velocidade máxima.

Fiz uma salada: assei couves de bruxelas (cortadas em metades) e cogumelos brancos (cortados em quartos) com um nico de azeite, vingare balsâmico, alho laminado, sal e pimenta. A couve deve ficar castanhinha, praí 20 minutos a 180ºC. Fiz um molho com 2 colheres de sopa de iogurte grego natural com um colher de chá de tahini, um bocado de sumo de limão, sal e pimenta. Lavei um bocado de rúcula, pus um nico do molho e misturei com as mãos. Pus os cogumelos e as couves por cima, e cozi um ovo por 5 minutos (até a clara ficar cozida e a gema líquida). Deitei o resto do molho por cima dos legumes e não resisti a 1 colher de mostarda de Munique que fez maravilhas nisto aqui.

11.8.15

Bolos e soba noodles.

Quase dois meses sem cá escrever. Estadias prolongadas das mulheres mais bonitas que conheço, um festival de verão em terras minhotas e uma preguiça extrema para matérias de cozinha, tudo isto resultou numa ausência de quase de dois meses.

 Por mais que as tenha lavado, as minhas mãos teimam em cheirar a cravinho. Estive a fazer um bolo de pêssego (que estará pronto dentro de 10/15 minutos). O bolo é este, simples (o Verão assim o pede) e fragrante. Como é habitual, fiz pequenas alterações à receita: ao contrário das senhoras do Food52, eu descasquei os pêssegos (a acidez da casca incomoda-me). Não tinha noz-moscada para juntar aos pêssegos (cá entre nós, o frasco estava fora de prazo a um ponto vergonhoso) e em vez disso usei canela, gengibre seco moído e cravinho (não me perguntem as quantidades, foi a olho, mas asseguro-vos que o cravinho foi um nadinha). No fim de misturarem tudo o que é ingrediente não-seco, a mistura vai talhar. Não se preocupem, juntem os ingredientes secos e tudo retomará ao normal. Acabei de tirar o bolo do forno e parece-me promissor!

Ontem à noite decidi cozinhar só para mim. Fiz soba noodles com sementes de sésamo, legumes ralados e shiitake. A receita é esta. Os legumes que usei foram: couve-rábano e cenoura ralados, pimento verde fatiado e uma malagueta verde picada finamente. Usei limão em vez de lima e, como não sou rica, usei shiitake secos quqe tinha no armário (estes foram hidratados em água muito quente, fatiados e praticamente fritos em azeite até ficarem bem crocantes). Estava um mimo e eu quis dar um abraço a mim própria como gesto de gratidão.

Os soba noodles. Acho-os lindos e, por isso, merecedores de uma foto.

Cá está a minha versão da sesame noodle salad. Sem legumes congelados do Pingui.


Na quarta-feira passada, quando o meu computador teve um AVC, fiquei também eu perto de sofrer um e pensei cá para mim "Matilde, precisas de um bolo". Sem manteiga em casa e com um desejo doido por chocolate, depositei toda a esperança na internet. A Nigella, essa Deusa, salvou-me o dia (aliás, salvou os vários dias em que andei a comer isto): um bolo de azeite, chocolate e farinha de amêndoa. Bom, logo no primeiro passo em que era suposto obter uma "almost paste" com chocolate e água fervente, a coisa estava mais próxima de água com chocolate que propriamente uma "pasta". Com fé em Deus e total ausência de bom senso, dupliquei o chocolate em pó e ainda juntei um resto de chocolate negro que tinha já aberto. Agora sim, temos uma "almost paste". Como não tinha farinha de amêndoa, arrisquei 120g farinha de avelã e 30g de farinha Branca de Neve. Ah!, não tinha bicarbonato de sódio em casa, por isso, foi omitido. O horóscopo deste mês apregoa um mês maravilhoso para o signo de Touro e este bolo é prova disso. Servi com gelado de baunilha.

Como podem imaginar, depois disto estava bastante mais calma.

28.6.15

Para não mais esquecer o que acabei de jantar (ou como quando o que tens no frigorífico parece combinar de forma quase esotérica).

Estes dias cozi arroz preto tailandês (lavei 3 vezes, deixei-o de molho ON, cozi com rácio 1:2 de água) e guardei num tupperware. Assei curgete com azeite, sal e pimenta, e pus também num tupperware. Fiz aquele vinagrete do tomate cereja e, sim, tupperware. Bom, e com isto começou a surgir a salada:

o arroz era aborrecido, tinha um frasco de tahini aberto e comprei miso estes dias. Misturei praí 2 c. sopa de tahini com 1/2 c. sopa de miso vermelho e 1 c.sopa de sumo de limão. Temperei com pimenta preta (isto é já bastante salgado de si) e, depois de misturado, dissolvi com água. Juntei um bocado deste molho ao arroz e deixei a repousar. 
No prato, o arroz com salada daquelas misturas do pingo doce, um bocado do vinagrete de tomate, mais curgete assada, algumas azeitonas. Duas fatias de queijo de chèvre e chutney de pimento (tão bom!) por cima. Umas gotinhas de limão por ciam de tudo e ta-dan!


21.6.15

Para além de saladas e frango assado e ovos de todas as formas, fiz coisas novas:

os meus primeiros popsicles de iogurte e morangos assados. Em vez do iogurte grego magro, usei 4 iogurtes naturais que deixei a drenar uma noite inteira, e um pouco de açúcar com baunilha juntamente com o mel;

um bolo de cenoura, laranja e limão, azeite e farinha de milho (polenta). Usei Porto em vez do Marsala. Bem bom!

Fiz uma galette de cerejas e Porto: usei um resto de massa desta, com buttermilk, que congelei de uma das vez que fiz tarte de limão e merengue. O recheio foi cerca de 200g de cerejas sem caroço misturadas com açúcar, farinha, um bocado de Porto e uma pitada de sal. Antes de ir ao forno, pincelei a massa com ovo. O resultado foi este:















O que tenho em separadores abertos:
Cure egg yolks
Salada de rúcula, beterraba, quinoa e abacate, com sementes de abóbora
Salted Chocolate Chip Cookies
Strawberry Coconut Ice Pops
Cherry Tomato Vinagrette
Eton Mess: morangos (ou fruta da época), natas e pequenos suspiros.

1.6.15

Catching up...

Cá por casa, o que se come tem como como denominador comum rapidez. Saladas preparadas de manhã, sem qualquer respeito por regras de conduta culinária. Omoletes amanhadas às 23h para alimentar os demais que por cá aparecem. Tostas com abacate, legumes assados e kimchi. Uma ou outra aventura mais demorada (como preserved lemons ou os tais ovos em marinada de molho de soja).

De tudo isso, alguns destaques:
Sweet and Spicy Korean Cauliflower: esta coisa de cheiro pestilento quando cozida, a couve-flor, pela qual nunca dei um chavo, transforma-se quando sujeita ao inferno do forno (e do picante). 
Stir Fried Bean Sprouts with Asian Chives: isto foi uma surpresa. No supermercado chinês da República, 35cents um molho gigante cebolinho e 1€ o saco de rebentos. Molho de soja e um óleo com alto ponto de fumo (óleo fula!), alho, pimenta e nada mais. É ridiculamente simples e saboroso!
Fresh cherry cake with a hint of cinnamon: na semana passada tive um picnic. No dia anterior fiz uma travessa gigante de brownies com glacé. Eu empenhei-me, untei a forma com amor e dedicação, polvilhei a farinha uniformemente e o filho da mãe do brownie colou-se-me toda à porra da forma (em minha defesa, não tinha papel vegetal em casa e estava igualmente esgotado tanto no Pingui como no Mini Preço). Cheguei a casa à 1h da manhã, tentei desenforma-lo e, bom, desfez-se tudo. Ainda pensei em cake pops ou cupcakes (usando o bolo desfeito) mas não tinha ingredientes para frosting. Eram 2h da manhã e eu sem consgeuir dormir a pensar no picnic do dia seguinte para o qual teria NADA. Pesquisando na internet, cheia de sono, encontrei esta receita! Salvou o meu mundo, é um bolo mimoso, simples, pouco doce e maravilhos de um dia para o outro (como tudo o que é bolo com fruta sumarenta). No meio disto aprendi como se tiram caroços de cereja com uma garrafa e um chopstick. 
Salada de lentilhas da qual me aborreci ao longo da semana. Era boa mas não é o meu mundo.
E peitos de frango sempre perfeitos.

P.S. O brownie não foi para o lixo, está no congelador prontíssimo para apetites de meia-noite.

17.5.15

Para o jantar de domingo, espetadas de frango com Sambal Oelek. Um tanto picante (1 copo de sambal e 1/4 de sriracha)  mas é óptimo!

A fazer esta semana:
Lulas super rápidas
Momofuku's Soy Sauce Eggs 
Zingy red sauce
Almond chia pudding, iogurte com chia. Eu sei que já venho tarde com estas coisas da chia mas não quero saber!

13.5.15

Coisas feitas:
Richard Olney's Chicken Gratin
Pimento Cheese Soufflé
e uma série de legumes assados que têm sido a salvação das minhas refeições de tupperware.

Coisas a fazer:

Meg's marinated mushrooms (um repost  para não me esquecer)
Herby marinated mushrooms
Za'atar Deviled Eggs

22.3.15

Venho só partilhar duas receitas que fiz no fim-de-semana:

uns bolinhos de limão que ficam na orla dos soufflés: a receita é generosa na quantidade, precisei de 4 ramequins e uma travessinha para comportar a massa toda.
pavlova com um xarope de mirtilos e brandy (usei kirsch). E desta tenho foto (embora fosse já a mais de meio)!


15.3.15

Almoço preguiçoso de domingo.

2 fatias de pão de forma de sementes tostadas, barradas com Philadelphia. Num dos pães, barrei ainda mostarda antiga, cobri com cornichons fatiados e uma fatia de fiambre de frango fumado, e ainda lascas de grana padano. Na outra, barrei uma colher de pesto à la genovese, pus também o fiambre e uns 3 ovos de codorniz laminados. Temperei com sal e pimenta moída na hora. Sobremesa? Binini!

9.3.15

Experimentei, pela primeira vez, overnight oats. Segui isto aqui com algumas diferenças: usei vagem de baunilha em vez de extracto (o equivalente a meio dedo indicador), pus canela, açúcar baunilhado em vez do agáve. Gosto disto, faz lembrar leite creme por causa do canela e limão.

Para jantar, também dei azo a coisas novas: "arroz" de couve-flor (que afinal não é tão mau quanto pensava; cozi em caldo de galinha que sobrou do fim de semana, é satisfatório quando servido com coisas com muito molhinho e sabor) e caril de frango (sim, é raríssimo fazer caril, esta deve ter sido a terceira vez na minha vida). No caril, usei o peito de um frango assado que tinha congelado. Para sobremesa, e sentindo-me fancy, fatiei uma laranja (ou como dizem nos restaurantes "carpaccio") carregadinha de sumo (o prato ficou inundado) e cobri com cajú, avelãs, nozes e lascas de coco (tudo isto na frigideira bem quente, deitei praí 3 colheres de chá de leite de coco que sobrou do caril e deixei tostar).

8.3.15

Fim-de-semana

Ontem passei a tarde (e início de noite) na cozinha a ouvir o Benji e a cantar com o Mark. Fiz uma gigante tarte de frango (e 3 minis que foram para a vizinha), e duas tartes de limão e merengue.  Como agora tenho um smartphone, já é obrigação partilhar estas pequenas alegrias da vida com os demais desconhecidos (e, como toda a gente faz, só vou mostrar a papinha bonita e não a cagada que ficou na minha cozinha).








Hoje, peguei na posta de bacalhau fresco que estava no frigorífico, fiz dois lombos e saiu isto: tomate, alcaparras, azeitonas, vinho e manjericão. 

E lembrar-me do quão lindo é assar alho francês!
Coisas para (possivelmente) fazer nos próximos dias:

Couscous with Roasted Fennel and Toasted Almonds

Roasted Vegetables Orzo Salad

Farro Salad withWinter Vegetables (nabos, rutabaga e alho francês) 

Meg's Marinated Mushrooms

Spinach and Gorgonzola Balls /Quails with white wine and herbs /Walnut Cake

Um gratinado de galinha, quão maravilhoso poderia ser?

Arroz de Entrecosto em Vinha d'Alhos

Chocolate Poppy-Seed Hamantaschen (são umas bolachinhas. Outros recheios giros.)

27.2.15

Um almocito rapidito, olé

Primeiro de tudo, não tem nada a ver com espanholito. É um prato de couve, batata e sardinha enlatada.

Duas batatinhas novas (cabiam na palma da mão), lavadas, piquei-as várias vezes como garfo e pu-las num mini pirex, com uma colher de chá generosa de sal grosso. Praí 8 ou 10 minutos na potência máxima até estarem cozidas na totalidade. Cuidado com o vapor!
Fatiei uma couve coração, troços incluídos. Na frigideira, um bocado de azeite e dois dentes de alho esmagadinhos, deixei-os 20 segs a "fritarem" e juntei a couve, em duas partes, para irem amolecendo. Temperei com sal e pimenta moída. Quando estiverem no ponto (prefiro-as ainda resistentes ao dente), um nadinha de vinagre.
No prato, abri as batatas a meio e pus uma colher de ricotta em cada e uma noz de mostarda em grão. A couve levou com sementes de sésamo em cima e, como isto é para ser rápido, desfiz um filete de sardinha conservado em azeite.

Eu sei que não é a foto mais sensual mas dá para o gasto:

23.2.15

Em resposta ao meu drama do gnocchi, a Joana (melhor enfermeira do London) sugeriu esta receita só com batata e farinha 00, e o Nuno deu-me esta do David Chang em que ele usa ramen como substituto de, bom, tudo. Muito MacGyver.

E hoje, para jantar, recheei a outra curgete redondinha. Voltei a usar como base azeite, filete de anchova derretido no azeite, um alho picado. Na 1,2,3  do enxoval da mãe, piquei uma chalota e o interior da curgete (nestas altura penso no quão seria feliz com um verdadeiro food processor) e pus a papa na frigideira. No microondas, descongelei 4 montinhos de espinafres congelados do pingo doce, espremi-os na mão, e pus na frigideira. O sabor era bom mas um bocado aborrecido. Fui buscar nozes, avelãs e amêndoas (as quuais violentei com a base do tacho), 3 tâmaras (sem caroço e picadas) e o ricotta que comprei esta semana (1 grande colher de sopa). Misturei com o restante que estava já na frigideira e temperei com sal, pimenta moída na hora, noz moscada e um nadinha de harissa (pimenta caiena ou piri-piri também teria sido baby). Quando me pareceu estar bem bom, enfiei tudo na curgete, fio de azeite por cima e de volta ao forno. Estava, como seria de advinhar, bem bom! O recheio, por si só, é já super reconfortante (tomar nota para outras ocasiões).

E, como tenho ali ainda um funcho bem lindinho, quero fazer isto da massa linguine com funcho, sardinha de conserva e tomate.


22.2.15

Ao fim de 20 dias, vim dizer olá!

Nas últimas duas semanas tentei, por duas vezes, fazer gnocchi. Não funcionou: em ambas ocasiões fiquei com um puré que, tão envergonhada, levei ao forno a tostar, tentando salvar aquela mistela.
Da primeira, preenchida de confiança, tentei o Rolled Gnocchi Stuffed with Porcini. Fiquei com o puré mais saboroso que alguma vez provei. Da segunda, pensando safar-me às custas da sabedoria da Julia Child, fiz o seu Cheese Gnocchi com patê roux, cheia de dedicação. Foi a mesma merda. Se alguém tiver uma receita infalível de gnocchi, para alguém tão inapto como eu nestas matérias, que partilhe, por favor.

No fim-de-semana passado, como tive hóspedes cá em casa, repeti o bolo de azeite e maça do Ottolenghi. Mais uma vez, sem maple syrup nem açúcar castanho no frosting, ao invés, pus mel e melaço de cana. Nunca falha!

Hoje, domingo, o santo dia em que toda a gente cozinha e põe fotos no facebook, olhei para umas curgetes redondinhas que comprei no Pingui e decidi recheá-las. Fiz o seguinte:
Cortei o topo e, com aquelas colheres de fazer bolinhas de melão, retirei o interior. Salguei ligeiramente o interior da curgete e levei-a ao forno a 180ºC, coberta com folha de alumínio, até que esta cedesse ao picar do garfo.
Piquei a polpa da curgete juntamente com uma cebola pequena nova. Na frigideira, aqueci um pouco de azeite, nele derreti um filete de anchova (que me sobrou da putanesca) e alourei 1 dente de alho bem picado. Adicionei a polpa da curgete e a cebola picada, e deixei os líquidos evaporarem. Adicionei uma colher de sopa de concentrado de tomate, e temperei com sal (cuidado porque a anchova é bastante salgada), pimenta e uma colher de chá de pesto (ou então basílico seco ou fresco). Depois olhei para a prateleira e mirei os cogumelos porcini secos: aqueci no micro-ondas meia dúzia numa taça com água até hidratarem, piquei-os e juntei à frigideira com o resto do recheio. O que importa aqui é ter a mistela mais saborosa! Entretanto, tirei a curgete do forno, meti lá para dentro esta papa, parti um ovo no topo e cobri-o com 2 colheres de sopa de parmesão ralados. Mais sal, pimenta e um fio de azeite e, pimbas, forno novamente. Quando me pareceu lindinho, papei. Acompanhei com salada de rúcula, tomate, queijo de cabra e tâmaras, com vinagrete de Dijon e mel.

E, já agora, fica aqui uma receita de bolo vegan  da Catarina Fontoura:

Vegan 'Fudgy' Blueberry Almond Cake 

3 tbsp of soaked chia seeds (which act as eggs in bidding)
4 tbsp of buckwheat flour
1/2 tea spoon baking power
1/2 tea spoon baking soda
1 mashed banana
1 handful of blueberries
200 g of coconut oil or soya spread
1 tbsp os linseed oil
6 tbsp of date syrup (sweeten to taste)
1tsp of almond essence
50 g ground almond
50 g ground hazelnut 
Mix everything together and bake until is cooked through but still a bit gooey in the middle. Top up with coconut milk yogurt cocoa flavoured (the creamy topping really makes a massive difference!!).

3.2.15

Meras notas

Estou a ver o Masterchef lá da Australia (S06) e hoje é uma masterclass com o Pierre White. Como seria de esperar, estão a fazer uma data de coisas lindas com peixes lindos. Ora, não sei se sofrem do mesmo problemas, mas eu nunca sei que raio de peixes falam eles, por isso, vou apontar:
Badejo = Whiting
Pargo =Snapper
Scampi eram lagostins ou camarões bem grandinhos
Ah, e os broad beans eram favas.

As Masterclasses de hoje foram esparguete à carbonara, peixe a vapor com alho francês e batata, pargo em sal e molho vierge, confit de salmão com espinafres e tomate, e a salda de atum. Fiquei a adorar o pargo!

29.1.15

Jantar a horas porcas

Às 22h decidimos voltar a casa, depois de uma hora à procura de algum sítio para comer decentemente. Viemos para o lar e decidi usar o meio kilo de camarões que tinha congelado e uma couve-coração tão orfã ali no frigorífico. Assim, fez-se a seguinte ementa: salada de couve com sementes de sésamo e vinagrete de Dijon, camarões cozidos e ovos recheados (vindos do Silver Spoon).

Cozi os camarões em água fervente com malaguetas secas, dentes de alho esmagados, pimenta de Sichuan (a mistura de 5 pimentas acabou) (só até ficarem rosinhas porque camarão borracha não é nice).

A Mafalda tratou da couve: tirou as folhas velhas, lavou e fatiou finamente, temperou com sal e pimenta. Entretanto, as sementes de sésamo foram tostadas e adicionadas à couve temperada. Por fim, fez-se um vinagrete com azeite, vinagre de vinho tinto e Dijon.

Quanto aos "hard boiled eggs with prawns" do Silver Spoon: cozer bem dois ovos em água a ferver salgada, descascar e abri-los a meio. Numa pequena taça, uma colher de chá de manteiga bem amanhada é levada ao micro-ondas a derreter. Juntar as gemas dos ovos, outra colher de chá bem cheia de Dijon, um bocado de salsa picada e pimenta moída. Misturar tudo muito bem desfazendo a gema. Voltar a preencher as metades do ovo com a mistura e, por fim, umas gotas de limão. Colocar um camarão descascado por cima

Às 23h estávamos a jantar enquanto víamos o Masterchef Australia (tão típico do português: comer e falar de comida). Comemos uvas como sobremesa.

E, por causa do Masterchef, quero muito fazer isto: Rolled Gnocchi stuffed Porcini, Sage and Onions.

24.1.15

E o prémio d'o bolo mais queridinho vai para

Poppy Seed Lemon Cake da Deb, do Smitten Kitchen. O dela ficou mais alto (a minha forma tinha maior diâmetro) mas não tão giro porque o meu foi feito numa forma de bundt. Este bolo é um mimo, enganador na quantidade de coisas que pede e na massa obtida, ainda assim, tão no ponto. Subtil na doçura (o açúcar polvilhado faz toda a diferença) mas gritante na quantidade de sementes de papoila. É super amoroso!

E hoje comprei também um lombo de espadarte que irá para Suya Swordfish (crosta de amendoim), ou simplesmente grelhado com molho de limão e alcaparras, ou para umas espetadas marinadas em molho de soja e Dijon
Ontem fui ao pernil assado no Antunes, que dispensa quaisquer apresentações, bebi espadal e comi a delícia da casa. Esta sobremesa é uma coisa muito castiça com doce de ananás feito por eles, com chocolate, café, natas e acho que também tinha caramelo. Eu nem sei bem o que era ao certo mas sei que aquilo era uma amálgama de coisas tão engraçadas que funcionava maravilhosamente. Prémio de melhor sobremesa da categoria "Doce da Casa".

Hoje, ao acordar, senti que era tempo de investir em comida e de voltar a cozinhar com muito amor, fazendo-o com o único propósito de mimar-me. Comprei um lombo de perca e abóbora menina. Pensei em estrear o volume I do Mastering the Art of French Cooking da Julia (Mafalda, és linda!) e fazer Fish Poached in White Wine, mas isto não é um prato que se faça em 30 minutos. Fui então ao Silver Spoon: perca em manteiga com salva. Pareceu-me óptimo tendo em conta que havia ali uma abóbora que também adora salva.

Aqueci o forno a 200 ou 180ºC (já não me recordo). Comecei por descascar e limpar a abóbora, cortei-a em cubos e dispus num tabuleiro para ir ao forno. Temperei com sal, pimenta moída na hora, fio de azeite, salva seca que desfiz com os dedos e levei ao forno. Entretanto, sequei o lombo e temperei-o com sal e pimenta branca e deixei-o a repousar. Tratei de fazer couscous, porque é simples e só requer uma taça e água quente, temperei-o com sal, pimenta e harissa. Voltando ao peixe, na frigideira derreti um pouco de manteiga e deitei uma c. de chá de salva seca, deixei a manteiga tomar sabor enquanto passava o lombo por farinha. Com a manteiga já a acastanhar, pousei o peixe na manteiga, e coloquei o testo na frigideira para que simultaneamente coza o interior do lombo. Deixei-o tostar um pouco. Quando pronto, servi com o couscous e a abóbora e umas gotas de sumo de limão. Finalmente, voltei a cozinhar legumes e peixe com carinho.

21.1.15

Ontem tive 5 para jantar. Tinha ainda molho de tomate da Marcella Hazan, congelado no fim do verão, e pensei em fazer estas almôndegas, bem saborosas e simples nos ingredientes. O jantar serviu-se com alguma rapidez e sem pratos partidos!

Para sobremesa, a Mafalda trouxe-nos uma maravilha de chocolate, super intenso e muito pudding-like: bolo de chocolate do David Leibovitz, com apenas 4 ingredientes!

E agora apareceu-me isto Gnocchi Verde (feitos com espinafres congelados e ricotta), parece-me lindo!
Coconut and Dark Chocolate pots de crème

e

Martin Parr: British Food

Martin Parr, British (1952 - ). Untitled [Lemon Meringue Pie] from the Food series, 1995. 

17.1.15

Birthday cake #2

Para dar tudo nos bolos de aniversário, fiz este aqui de merengue com curd de limão e chocolate branco (e mais umas quantas coisas que não cabem no título).Dei tanto, tanto tudo que repeti 3 vezes os merengues porque:

1ª tentativa (19h de quinta), a mãe liga, eu distraio-me e engano-me, Pus 6 c. de SOPA de vinagre em vez das necessárias 6 c. de chá. Saldo: 12 claras e quase meio kilo de açúcar para o lixo.
2ª tentativa (22h de quinta): não li a receita decentemente e enganei-me na temperatura de cozedura. Saldo: 3 merengues mal amanhados que foram para o lixo.
3ª tentativa (10h de sexta): NAILED IT!

Os fillings são lindos, o de iogurte com parte do curd e pistácios é só o céu. Se eu fosse chefe da Danone ou coisa assim, faria iogurtes assim. Mas não sou.
Anways, é um bolo que dá um trabalho do caralho mas é lindo e é um showstopper. Irá render-te abraços, elogios e glória. Sentires-te-ás quase como o CR7 (tirando a parte do berro estranho).

Agora, com esta brincadeira toda, tenho 34 gemas (2 foram perdidas em combate) no frigorífico que irei congelar.
Quando voltar aos doces, irei usa-las para:
o belo pudim de gemas e Porto da mãe (8 gemas);
zabaglione (4 gemas);
poppy seed lemon cake da Deb (8 gemas);
momofuku's crack pie (8 gemas);
e depois ou quindins ou doce de ovos para as restantes!

12.1.15

Post celebratório: hoje voltei a cozinhar

Foram tantos dias (acho que 10..) com loiça empilhada na banca (de um bolo de aniversário que irei depois explicar) e sem sequer pegar num tacho. Hoje, finalmente!, voltei a cozinhar. A razão? 'Tá um briol do caralho e eu quero comida quente.

Em água a ferver, bem salgada, cozi massa seca de lacinhos (porque isto é uma celebração e quero um prato fofinho embora já saiba que vá comer na cama). Numa taça, pus brócolos congelados e uma pitada de sal, e cozi-os no micro-ondas (ver instucções do pacote). Simultaneamente, esmaguei um dente de alho e deixei-o a fritar numa frigideira com azeite, em lume brando. Quando este começou a queimar, retirei-o e coloquei no azeite dois tomates secos (conservados em azeite), bem picadinhos, e os brócolos. Temperei com tomilho e manjericão, ambos secos, noz-moscada e pimenta moída. Deixei isto em lume máximo (como tinha a água dos brócolos, nada iria queimar) por 3 minutos e depois juntei a massa (reservar a água!), quase quase cozida, à frigideira, deixando-a estalar um bocado (se necessário, adicionar um pouco de água). Provar e ver do sal! Quando pronto, passei tudo para um prato e quebrei dois ovos de novo na frigideira, onde pus água até cobrir o fundo. "Fritei os ovos em água" e pus-los por cima da massa, no prato. Depois ralei gruyère (um naco particularmente seco que já só serve para isto) e cobri o prato todo com neve de queijinho! Mais pimenta e já está, papinha quente e rápida e linda!

(já a comi, não há foto)
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O bolo: a Joana fez anos e disse "não quero bolo de chocolate" então fiz um de limão (já não tenho aqui os separadores abertos mas era um bolo alto e fofo que pude cortar a meio para rechear, qualquer coisa assim. Acho que levava algum álcool mas não estou certa!). Fiz um curd de limão sem manteiga (o meu objectivo aqui era não ter de ir ao supermercado porque ainda estava de pijama) com o qual recheei o bolo, e, por fim, bati natas e cobri o bolo com elas. Depois dei numa de decoradora de bolos e fiz bandeirinhas!

O Paulo, o bolo e as bandeirinhas, e a Joana (e sim, é um copo de Sumol).

24.12.14

Needling cheese

Blue Stilton's (que provei hoje) distinctive blue veins are created by piercing the crust of the cheese with stainless steel needles, allowing air into the core.


Cheese piercing machine

23.12.14

So far,

estufou-se vaca com Dijon e conhaque (a mãe adorou),
conquilles de st jacques com manteiga, alho e salsa,
uns camarões salteados com azeite, alho e piri-piri,
peitos de frango com limão,
salada de cenoura, abacate e laranja (que ficou on hold porque o abacate era uma caca).

7.12.14

O acto de bem receber, e alimentar, quando tens apenas 1 hora para cozinhar

Prepara o tiramisu (é mau se disser que os palitos de la reine foram comprados na loja de 1 euro?) como diz aqui, com um pouco mais de brandy e licor de café do que aquilo que é pedido (mais uma vez, porque posso). Pelo caminho partes um dos teus pratos favoritos e gritas um palavrão, isto trará mais carácter à sobremesa.
Depois raspa caca de limão e pica o alecrim e prepara-te para fazer massa com pangritata e ovos fritos. E eu concordo com a senhora que fala desta receita, esta cena é do caneco ainda que sendo ridiculamente simples.
E ainda, por ter 8 abacates no frigorífico e com todo o chocolate em promoção no Pingo Doce, arriscas umas trufas feitas com abacate. Metade levou raspa de  laranja e a outra metade côco ralado (pouco perceptível, devo confessar).
E é assim, papinha para todos e sem grande trabalho!

3.12.14

One-pot meals

Domingo cozinhei com o que tinha no congelador (feliz por finalmente conseguir ver as paredes do mesmo): uns nacos de barriga de porco fumada do Toni (o pai da enfermeira mais fixe do London) ali a deixar uma bela camadinha de gordurinha no fundo do tacho. Dourei carne de vitela picada generosamente e quando pronta, tirei para um prato. No mesmo tacho, deitei um fiode azeite e fiz um estrugido de cebola e cenoura (quase defunta na gaveta do frigorífico), com alho e louro. Ao fim de 5 minutos, juntei duas malgas de molho de tomate da Hazan, feito no fim do Verão quando os tomates coração de boi já apodreciam na vitrine da frutaria. Deixei que fizessem o amor, porque um tomate congelado precisa de tempo para voltar à vida. 10 minutos depois, com o tacho em lume brando, voltei a juntar a carne e uma couve lombarda em juliana (também congelada algures no tempo). Ajustei os temperos (sal, pimenta moída, piri-piri) e deixei assim o tacho, no seu business. Quando me pareceu bem desligar o lume, servi com raspas de parmesão, mais pimenta e um nadinha de sumo de limão (porque cenas de tomate e limão é amor).

Depois lembrei-me que poderia ter juntado um pouco de feijão a isto, ou ter feito arroz integral para acompanhar. Mas não fiz nada disso e servi assim, porque posso, porque é o meu prato.

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Como almocei disto até hoje (quarta.. Sim, tenham pena da minha inércia), voltei aos tachos e olhei para uma abandonada abóbora manteiga em cima da banca da cozinha. Oven butternut squash risotto. Um só tacho, e faz-se no forno. Caguei no arborio e abracei o português carolino. É arroz de abóbora manteiga e nada mais. Moí salva seca para o estrugido e usei caldo de galinha em vez de vegetais.Vi-me perante um grave caso de comfort food com (quase) zero esforço (debati-me um pouco com a abóbora). Ignorei o parmesão e servi com queijo de cabra Palhais e um fio de azeite. E um rissól de pescada do Pingo Doce (porque uma tipa precisa de ómega 3).

E duas dicas do Food52;
One-pot meals
10 easy weeknight dinners

2.12.14

Uma galinha antes de ir ao forno

Esta é a minha declaração de amor ao pito da Barbara Kafka:

tirada pela Mafalda.

26.11.14

Um bolo

Para a prosperidade, o meu primeiro bolo de duas camadas.

Apple and olivel oil cake with maple icing que, na verdade, teve um honey icing porque ainda não foi desta que comprei maple syrup.
Notas: ao cozer as passas, fiz meia de água, meia de licor balázio de maça e canela. O icing, pusa mesma quantidade de mel em vez do maple syrup, e pus uma colher de chá de melaço porque só tinha açúcar amarelo e não o mascavado como pede a receita.

Um senhor bolo, confeccionado ao som de Perfume Genius.

23.11.14

Heavy metal contamination



A 25-foot (7.6 m) wall of coal fly ash contaminated with heavy metals, resulting from the release of 5.4 million cubic yards of coal fly ash slurry into the Emory RiverTennessee, and nearby land and water features, in December 2008.[1] Testing showed significantly elevated levels of arsenic, copper, barium, cadmium, chromium, lead, mercury, nickel, and thallium in samples of slurry and river water.[2] Cleanup costs may exceed $1.2 billion.[3]

Photo by Brian Stansberry

21.11.14

Domingo passado meti-me a cozinhar

e, por isso, a ementa da semana foi:
estufado de vaca com dijon e brandy (não tinha conhaque em casa). A Deb pede uma mostarda de Dijon suave mas só tinha a original da Maille . Isto é delicioso e, definitivamente, comida de conforto!
shakshuka com ovos escalfados para me livrar de três pimentos vermelhos
e para dar conta de mais uns legumes fanhosos (cenouras, uns rabanetes e uma batata doce) assei-os com uma mistela de miso, mel e vinagre de arroz como mandam aqui.

E um dos dias, o jantar foi umas tiras de bacon que tinham sobrado do estufado, com os legumes (que foram ao microondas com um ovo em cima) e ainda uma colherada de kimchi e uns splashes de sriracha. Eu sei que isto parece terrível, mas funciona!!

9.11.14

Com a missão de limpar o meu congelador, hoje fiz:

arroz de coentros (uns que tinha congelado há umas semanas)
favas com vaca parecida com esta aqui
e uns filetes de peixe gato com couscous, assado em papel de alumínio (da próxima, usar papel vegetal para evitar aquele estranho travo). pequeno reparo, como não tinha tomate fresco, usei tomate seco em azeite e esse mesmo azeite serviu como substituto do evo.

e finalmente abri o frasco de kimchi e fiz uma omolete como diz aqui o David (usei ervilhas congeladas em vez da curgete). Mas o João sugere-me que da próxima arrisque isto de Kimchijeon.

3.11.14

Este fim-de-semana repeti receitas:
para alimentar os  demais, fiz massa com pesto de abacate (parecido a este), e bolo de banana e chocolate.
Das três beterrabas que tinha no frigorífico, voltei a fazer o bolo de chocolate e beterraba do Nigel e um risotto de beterraba e gorgonzola (este sim, foi uma estreia!). Também aniquilei 5 cenouras nisto. E assei um pito!

E agora que o frio chegou, ando a sonhar com este estufado de vaca com Dijon e conhaque da Deb.

28.10.14

Hoje não é comida.




Dendritic cell revealed 
Artistic rendering of the surface of a human dendritic cell illustrating the unexpected discovery of sheet-like processes that fold back onto the membrane surface. When exposed to HIV, these sheets entrap viruses in the vicinity and focus them to contact zones with T-cells targeted for infection. These studies were carried out using ion abrasion scanning electron microscopy, a new technology we have been developing and applying for 3D cellular imaging.
Categories: Research in NIH Labs and Clinics 
Type: Color, Diagram 
Source: National Cancer Institute (NCI) 
Creator: Don Bliss, Sriram Subramaniam 



20.10.14

A semana passada, cozinhei 4 vezes:

um pote de quinoa com abacate e legumes que estavam a morrer no frigorífico (isto deu 3 refeições.
esparguete com pão frito em azeite e alecrim, ovos, e muito parmesão (porque o pingui da rua está fechado para obras e ir até à pr. da república quando chove a potes é só um big no no)
descongelei um grande frango da quinta da minha tia e fiz arroz de frango no forno.
depois olhei para três pêras e uma garrafa de vinho tinto e fiz pêras bêbedas.

13.10.14

a falta de fotos de comida neste blogue é terrível

mas há dias, finalmente fotografei algo antes de comer.

(mais fotinhas minhas aqui)